Amar e ser amada(o)… Eis a questão!

Amar e ser amada(o)… Eis a questão!
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A poesia é a forma física do amor colocado em palavras. Considerado desde sua criação como forma de expressar sentimentos e eternizar momentos, a poesia vem ao longo dos anos sendo a forma mais romântica que as pessoas encontraram para demonstrar seus sentimentos por alguém.

Não muito diferente, o poema de reconquista vem para, não só demonstrar o amor que as pessoas sentem, mas também eles carregam em suas palavras pedidos de desculpas, perdão e constantemente demonstram à necessidade de estar com determinada pessoa.

Os poemas são usados para muitas situações, ao longo da história eles já descreveram atos heróicos, momentos históricos, tragédias, tristezas, alegrias e, o mais popular, poemas de amor.

Enganam-se aqueles que pensam que não é possível usar um poema para conquista quando se quer reconquistar alguém.  De uma forma bem direta, se você está querendo reconquistar alguém é porque algo de errado aconteceu, então é preciso primeiramente garantir que o que quer que tenha afastado vocês não volte a se repetir. Segundo, tenha em mente que se você quer reconquistar alguém, você voltou à estaca zero e terá que fazer tudo novamente, só que dessa vez terá que ter mais cuidado, pois você já sabe como a pessoa amada é e o que ela gosta e do que não gosta. Independente de ser homem ou mulher, poema de reconquista é válido para todos, pois todas as pessoas gostam de se sentirem amadas e de saberem que tem alguém que sente algo por ela.

Para você que procura poema de reconquista, listarei os melhores poemas para conquista e de reconquista. Farei uma lista diversificada, de poemas simples até mais elaborados, é importante que você escolha um que melhor se adéqua a você, pois de nada adianta escolher um poema super formal se a pessoa que você está tentando reconquistar sabe que você não é daquele jeito. Sendo assim, procure um poema que seja a sua cara e que demonstre o que de fato você sente por esse outro alguém especial.

#Fica A Dica

Não estranhe quando se deparar com palavras desconhecia ou palavras escritas de uma maneira diferente, alguns dos poemas listados aqui são de outras décadas e muitos possuem uma licença poética que permite ao autor do poema criar sua obra da forma que achar mais conveniente.

E nada de achar “cafona” usar um poema de amor para conquistar ou reconquistar a pessoa amada. Muitas vezes, voltar às origens do romantismo é a chave que irá abrir a porta de oportunidades que você tanto deseja, então… agarre-a com toda sua força.

 

52 POEMAS DE RECONQUISTA E CONQUISTA PARA USAR E SE INSPIRAR

  1. Ouvi, senhora, o cântico sentido
    Do coração que geme e s´estertora
    N´ânsia letal que mata e que o devora
    E que tornou-o assim, triste e descrido.

    Ouvi, senhora, amei; de amor ferido,
    As minhas crenças que alentei outrora
    Rolam dispersas, pálidas agora,
    Desfeitas todas num guaiar dorido.

    E como a luz do sol vai-se apagando!
    E eu triste, triste pela vida afora,
    Eterno pegureiro caminhando,

    Revolvo as cinzas de passadas eras,
    Sombrio e mudo e glacial, senhora,
    Como um coveiro a sepultar quimeras!

Autor: Augusto dos Anjos

 

  1. Duvida da luz dos astros,
    De que o sol tenha calor,
    Duvida até da verdade,
    Mas confia em meu amor.

Autor : William Shakespeare

 

  1. Amor é um fogo que arde sem se ver;
    É ferida que dói, e não se sente;
    É um contentamento descontente;
    É dor que desatina sem doer.

    É um não querer mais que bem querer;
    É um andar solitário entre a gente;
    É nunca contentar-se e contente;
    É um cuidar que ganha em se perder;

    É querer estar preso por vontade;
    É servir a quem vence, o vencedor;
    É ter com quem nos mata, lealdade.

    Mas como causar pode seu favor
    Nos corações humanos amizade,
    Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Autor: Luís Vaz de Camões

  1. O amor é como uma borboleta. Por mais que tente pegá-la, ela fugirá.
    Mas quando menos esperar, ela está ali do seu lado.

Autor: Mario Quintana

 

  1. Saberás que não te amo e que te amo
    posto que de dois modos é a vida,
    a palavra é uma asa do silêncio,
    o fogo tem uma metade de frio.

    Eu te amo para começar a amar-te,
    para recomeçar o infinito
    e para não deixar de amar-te nunca:
    por isso não te amo ainda.

    Te amo e não te amo como se tivesse
    em minhas mãos as chaves da fortuna
    e um incerto destino desafortunado.

    Meu amor tem duas vidas para amar-te.
    Por isso te amo quando não te amo
    e por isso te amo quando te amo.

Autor: Pablo Neruda

 

  1. Amo-te quanto em largo, alto e profundo
    Minh’alma alcança quando, transportada,
    sente, alongando os olhos deste mundo,
    os fins do ser, a graça entresonhada.

    Amo-te a cada dia, hora e segundo
    A luz do sol, na noite sossegada
    e é tão pura a paixão de que me inundo
    Quanto o pudor dos que não pedem nada.

    Amo-te com a dor, das velhas penas
    com sorrisos, com lágrimas de prece,
    e a fé de minha infância, ingênua e forte.

    Amo-te até nas coisas mais pequenas,
    por toda vida, e assim DEUS o quiser
    Ainda mais te amarei depois da morte.

 

Autora: Elizabeth Barrett Browning

 

  1. Amo-te tanto, meu amor… não cante
    O humano coração com mais verdade…
    Amo-te como amigo e como amante
    Numa sempre diversa realidade.

    Amo-te afim, de um calmo amor prestante
    E te amo além, presente na saudade.
    Amo-te, enfim, com grande liberdade
    Dentro da eternidade e a cada instante.

    Amo-te como um bicho, simplesmente
    De um amor sem mistério e sem virtude
    Com um desejo maciço e permanente.

    E de te amar assim, muito e amiúde
    É que um dia em teu corpo de repente
    Hei de morrer de amar mais do que pude.

Autor: Vinicius de Morais

 

  1. Li um dia, não sei onde,
    Que em todos os namorados
    Uns amam muito, e os outros
    Contentam-se em ser amados.

    Fico a cismar pensativa
    Neste mistério encantado…
    Diga prá mim: de nós dois
    Quem ama e quem é amado?…

Autora: Florbela Espanca

 

  1. Amo-te como a planta que não floriu e tem
    dentro de si, escondida, a luz das flores,
    e, graças ao teu amor, vive obscuro em meu corpo
    o denso aroma que subiu da terra.

    Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde,
    amo-te diretamente sem problemas nem orgulho:
    amo-te assim porque não sei amar de outra maneira,

    a não ser deste modo em que nem eu sou nem tu és,
    tão perto que a tua mão no meu peito é minha,
    tão perto que os teus olhos se fecham com meu sono.

Autor: Pablo Neruda

 

  1. A garota que eu amo
    é como um sonho em dia de verão,
    capaz de fazer resplandecer o Sol em céu de tempestade com um simples olhar seu.

    A garota que eu amo
    fala tudo ao contrário, vive rindo à toa
    e gosta de ouvir mil vezes a mesma coisa

    A garota que eu amo
    é sincera, humilde e companheira
    e às vezes se chateia se eu não fico com ela até não mais poder

    A garota que eu amo
    tem um jeito todo especial de encantar,
    maravilhar e de ser

    A garota que eu amo não me ama
    mas eu à amarei sempre
    ..

Autor: Augusto Branco

 

  1. Para atravessar contigo o deserto do mundo
    Para enfrentarmos juntos o terror da morte
    Para ver a verdade para perder o medo
    Ao lado dos teus passos caminhei

    Por ti deixei meu reino meu segredo
    Minha rápida noite meu silêncio
    Minha pérola redonda e seu oriente
    Meu espelho minha vida minha imagem
    E abandonei os jardins do paraíso

    Cá fora à luz sem véu do dia duro
    Sem os espelhos vi que estava nua
    E ao descampado se chamava tempo

    Por isso com teus gestos me vestiste
    E aprendi a viver em pleno vento

Autora: Sophia de Mello Breyner Andresen

 

  1. Saudades! Sim.. talvez.. e por que não?…
    Se o sonho foi tão alto e forte
    Que pensara vê-lo até à morte
    Deslumbrar-me de luz o coração!

    Esquecer! Para quê?… Ah, como é vão!
    Que tudo isso, Amor, nos não importe.
    Se ele deixou beleza que conforte
    Deve-nos ser sagrado como o pão.

    Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
    Para mais doidamente me lembrar
    Mais decididamente me lembrar de ti!

    E quem dera que fosse sempre assim:
    Quanto menos quisesse recordar
    Mais saudade andasse presa a mim!

Autora: Florbela Espanca

 

  1. Tira-me o pão, se quiseres,
    tira-me o ar, mas
    não me tires o teu riso.

    Não me tires a rosa,
    a flor de espiga que desfias,
    a água que de súbito
    jorra na tua alegria,
    a repentina onda
    de prata que em ti nasce.

    A minha luta é dura e regresso
    por vezes com os olhos
    cansados de terem visto
    a terra que não muda,
    mas quando o teu riso entra
    sobe ao céu à minha procura
    e abre-me todas
    as portas da vida.

    Meu amor, na hora
    mais obscura desfia
    o teu riso, e se de súbito
    vires que o meu sangue mancha
    as pedras da rua,
    ri, porque o teu riso será para as minhas mãos
    como uma espada fresca.

    Perto do mar no outono,
    o teu riso deve erguer
    a sua cascata de espuma,
    e na primavera, amor,
    quero o teu riso como
    a flor que eu esperava,
    a flor azul, a rosa
    da minha pátria sonora.

    Ri-te da noite,
    do dia, da lua,
    ri-te das ruas
    curvas da ilha,
    ri-te deste rapaz
    desajeitado que te ama,
    mas quando abro
    os olhos e os fecho,
    quando os meus passos se forem,
    quando os meus passos voltarem,
    nega-me o pão, o ar,
    a luz, a primavera,
    mas o teu riso nunca
    porque sem ele morreria.

Autor: Pablo Neruda

 

  1. Eu quero amar, amar perdidamente!
    Amar só por amar: Aqui… além…
    Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
    Amar! Amar! E não amar ninguém!

    Recordar? Esquecer? Indiferente!…
    Prender ou desprender? É mal? É bem?
    Quem disser que se pode amar alguém
    Durante a vida inteira é porque mente!

    Há uma Primavera em cada vida:
    É preciso cantá-la assim florida,
    Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

    E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
    Que seja a minha noite uma alvorada,
    Que me saiba perder… pra me encontrar…

Autora: Florbela Espranca

 

  1. AMO-TE TANTO, meu amor… não cante
    O humano coração com mais verdade…
    Amo-te como amigo e como amante
    Numa sempre diversa realidade.

    Amo-te afim, de um calmo amor prestante
    E te amo além, presente na saudade
    Amo-te, enfim, como grande liberdade
    Dentro da eternidade e a cada instante.

    Amo-te como um bicho, simplesmente
    De um amor sem mistério e sem virtude
    Com um desejo maciço e permanente

    E de te amar assim, muito e amiúde
    É que um dia em teu corpo, de repente
    Hei-de morrer de amar mais do que pude.

Autor: Vinicius de Moraes

 

  1. Eu te peço perdão por te amar de repente
    Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
    Das horas que passei à sombra dos teus gestos
    Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
    Das noites que vivi acalentado
    Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
    Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente

    E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
    Não trai o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
    Nem as misteriosas palavras dos véus da alma…
    É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
    E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
    E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.

Autor: Vinicius de Moraes

  1. Ainda que mal pergunte,
    ainda que mal respondas;
    ainda que mal te entenda,
    ainda que mal repitas;
    ainda que mal insista,
    ainda que mal desculpes;
    ainda que mal me exprima,
    ainda que mal me julgues;
    ainda que mal me mostre,
    ainda que mal me vejas;
    ainda que mal te encare,
    ainda que mal te furtes;
    ainda que mal te siga,
    ainda que mal te voltes;
    ainda que mal te ame,
    ainda que mal o saibas;
    ainda que mal te agarre,
    ainda que mal te mates;
    ainda assim te pergunto
    e me queimando em teu seio,
    me salvo e me dano: amor.

Autor: Carlos Drummond de Andrade

  1. Amemos! Quero de amor
    Viver no teu coração!
    Sofrer e amar essa dor
    Que desmaia de paixão!
    Na tu´alma, em teus encantos
    E na tua palidez
    E nos teus ardentes prantos
    Suspirar de languidez!

    Quero em teus lábio beber
    Os teus amores do céu,
    Quero em teu seio morrer
    No enlevo do seio teu!
    Quero viver d´esperança,
    Quero tremer e sentir!
    Na tua cheirosa trança
    Quero sonhar e dormir!

    Vem, anjo, minha donzela,
    Minha alma, meu coração!
    Que noite, que noite bela!
    Como é doce a viração!
    E entre os suspiros do vento
    Da noite ao mole frescor,
    Quero viver um momento,
    Morrer contigo de amor!

Autor: Alvarez de Azevedo

  1. O amor, quando se revela,
    Não se sabe revelar.
    Sabe bem olhar p´ra ela,
    Mas não lhe sabe falar.

    Quem quer dizer o que sente
    Não sabe o que há de *dizer.
    Fala: parece que mente
    Cala: parece esquecer

    Ah, mas se ela adivinhasse,
    Se pudesse ouvir o olhar,
    E se um olhar lhe bastasse
    Pr´a saber que a estão a amar!

    Mas quem sente muito, cala;
    Quem quer dizer quanto sente
    Fica sem alma nem fala,
    Fica só, inteiramente!

    Mas se isto puder contar-lhe
    O que não lhe ouso contar,
    Já não terei que falar-lhe
    Porque lhe estou a falar.

Autor: Fernando Pessoa

  1. O amor não tem pressa,
    Não tem jeito,
    Não tem hora,
    Não tem motivo.
    O amor simplesmente acontece
    Simplesmente nasce,
    Simplesmente flui,
    Simplesmente, simplesmente
    O amor.

Autor: Davi Matos

  1. Imenso amor o meu, tão grande
    Que minha alma, liberta da couraça
    Do egoísmo, da mágoa, da aridez,
    Vive no espaço que esse amor lhe traça.
    Dia após dia, mês depois de mês,
    Sigo teus passos, preso à tua graça.
    És a resposta a todos os porquês
    E a afirmação de que nem tudo passa.
    Quando disseste “vem comigo”, eu vim
    Pois eras a esperança, eras meu sonho
    Mais divino, mais puro, mais pudico.
    Como a lei natural impõe um fim,
    Morra eu, que de matéria me componho,
    Mas nunca morra o amor que te dedico.

Autora: Solange Rech

  1. Se eu te amasse mais do que te amo agora
    Não teria a certeza que tenho de que vivo
    Eu vou te amar assim
    Por essa vida afora
    Guardando pra nós dois
    A causa e o motivo

    Se eu te amasse mais do que te amo agora
    Eu sei que meu olhar não te diria tanto
    Não te amei de repente
    E nem escolhi a hora
    Mas cuide deste amor
    Mesmo que haja pranto

    Às vezes, como hoje
    Eu só te sorriria
    Mas não importa muito
    No amor não há demora
    E se te amasse mais
    Talvez eu erraria

    Te dou o amor que tenho
    Amor que ri
    E que chora
    Seria um tempo em vão
    Eu sei que morreria
    Se eu te amasse mais do que te amo agora.

Autora: Martinha

  1. Saudade é solidão acompanhada,
    é quando o amor ainda não foi embora,
    mas o amado já…
    Saudade é amar um passado que ainda não passou,
    é recusar um presente que nos machuca,
    é não ver o futuro que nos convida…
    Saudade é sentir que existe o que não existe mais…
    Saudade é o inferno dos que perderam,
    é a dor dos que ficaram para trás,
    é o gosto de morte na boca dos que continuam…
    Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
    aquela que nunca amou.
    E esse é o maior dos sofrimentos:
    não ter por quem sentir saudades,
    passar pela vida e não viver.
    O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

Autor: Pablo Neruda

  1. Amor é um marco eterno, dominante,
    Que encara a tempestade com bravura;
    É astro que norteia a vela errante,
    Cujo valor se ignora, lá na altura.
    Amor não teme o tempo, muito embora
    Seu alfange não poupe a mocidade;
    Amor não se transforma de hora em hora,
    Antes se afirma para a eternidade.

Autor: William Shakespeare

  1. Amo-te como quem ama a rosa
    Me aproximo
    Sinto teu perfume
    Rego-te
    Te admiro
    Mas não te tomo para mim
    Pois ao tomar-te para mim
    Eu veria tua beleza dissipando-se diante de mim
    Faço-me, portanto, beija-flor
    E beijo-te apenas
    Nunca te carrego comigo
    – Levo-te apenas dentro de mim…

Autor: Augusto Branco

  1. Lembro cada Momento
    Único e verdadeiro
    Com você a meu lado
    Iremos ser muito felizes
    Amando-nos por inteiro.

    Hoje, ontem e amanhã.
    Estaremos sempre juntos
    Lembrando o que passou
    Esperança é o que restou
    Na vida intensa vivida
    Amaremos por toda vida.

Autor: Antonio Bezerra

  1. Você meu primeiro namorado,
    Da paixão apresentou-me a cor,
    E a delícia de um beijo roubado
    Assim mostrou-me o amor,

    Passar o dia contigo,
    Estamos juntos enfim,
    É assim que te quero comigo
    Beijos e abraços sem fim.

    Eu de olhos fechados,
    Dou-te meu coração sem temor,
    Ele agora a você dado,
    Sei que ficará sem dor.

    Bem mais que um amigo,
    Quero-te todo pra mim,
    Fazendo coisas sem sentido,
    Que o nosso amor seja sempre assim.

    Quero-te sempre do meu lado,
    Fazendo-me rir com seu humor,
    Que seja sempre meu namorado,
    Para sempre ter seu calor.

Autor: Lais Y. T.

 

  1. Com seu jeito romântico
    Encantou meu coração
    Ensinou-me novos sonhos
    Me fez viver uma nova emoção

    Nossas vidas se encontraram
    E sem querer, por ti me encantei
    Mais feliz ainda foi ver teu sorriso
    Quando teu pedido de namoro aceitei

    Hoje és a música que quero ouvir
    O abraço em que quero me envolver
    A fonte da minha inspiração
    Você faz parte do meu viver

    Não posso saber do futuro
    Mas agradeço pelo presente conquistado
    E peço a Deus que me conceda
    Que sejas tu, meu eterno namorado!

Autor: Desconhecido

  1. Eu amei
    Eu amei, ai de mim, muito mais
    Do que devia amar
    E chorei
    Ao sentir que iria sofrer
    E me desesperar

    Foi então
    Que da minha infinita tristeza
    Aconteceu você
    Encontrei em você a razão de viver
    E de amar em paz
    E não sofrer mais
    Nunca mais
    Porque o amor é a coisa mais triste
    Quando se desfaz

Autor: Vinicius de Moraes

 

  1. Antes de amar-te, amor, nada era meu
    Vacilei pelas ruas e as coisas:
    Nada contava nem tinha nome:
    O mundo era do ar que esperava.
    E conheci salões cinzentos,
    Túneis habitados pela lua,
    Hangares cruéis que se despediam,
    Perguntas que insistiam na areia.
    Tudo estava vazio, morto e mudo,
    Caído, abandonado e decaído,
    Tudo era inalienavelmente alheio,
    Tudo era dos outros e de ninguém,
    Até que tua beleza e tua pobreza
    De dádivas encheram o outono.

Autor: Pablo Neruda

  1. Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
    Meus olhos andam cegos de te ver.
    Não és sequer razão do meu viver
    Pois que tu és já toda a minha vida!

    Não vejo nada assim enlouquecida…
    Passo no mundo, meu Amor, a ler
    No mist’rioso livro do teu ser
    A mesma história tantas vezes lida!…

    “Tudo no mundo é frágil, tudo passa…
    Quando me dizem isto, toda a graça
    Duma boca divina fala em mim!

    E, olhos postos em ti, digo de rastros:
    “Ah! podem voar mundos, morrer astros,
    Que tu és como Deus: princípio e fim!…”

Autora: Florbela Espanca

  1. É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
    Inútil o desejo e o sentimento…
    Lançar um grande amor aos pés d’alguém
    O mesmo é que lançar flores ao vento!

    Todos somos no mundo “Pedro Sem”,
    Uma alegria é feita dum tormento,
    Um riso é sempre o eco dum lamento,
    Sabe-se lá um beijo donde vem!

    A mais nobre ilusão morre… desfaz-se…
    Uma saudade morta em nós renasce
    Que no mesmo momento é já perdida…

    Amar-te a vida inteira eu não podia…
    A gente esquece sempre o bem dum dia.
    Que queres, ó meu Amor, se é isto a Vida!…

Autora: Florbela Espanca

  1. Não estejas longe de mim um dia que seja, porque,
    porque, não sei dizê-lo, é longo o dia,
    e estarei à tua espera como nas estações
    quando em algum sitio os comboios adormeceram.

    Não te afastes uma hora porque então
    nessa hora se juntam as gotas da insónia
    e talvez o fumo que anda à procura de casa
    venha matar ainda meu coração perdido.

    Ai que não se quebre a tua silhueta na areia,
    ai que na ausência as tuas pálpebras não voem:
    não te vás por um minuto, ó bem-amada,

    porque nesse minuto terás ido tão longe
    que atravessarei a terra inteira perguntando
    se voltarás ou me deixarás morrer.

Autor: Pablo Neruda

  1. De tudo, ao meu amor serei atento
    Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
    Que mesmo em face do maior encanto
    Dele se encante mais meu pensamento.

    Quero vivê-lo em cada vão momento
    E em seu louvor hei de espalhar meu canto
    E rir meu riso e derramar meu pranto
    Ao seu pesar ou seu contentamento.
    E assim, quando mais tarde me procure
    Quem sabe a morte, angústia de quem vive
    Quem sabe a solidão, fim de quem ama

    Eu possa me dizer do amor (que tive):
    Que não seja imortal, posto que é chama
    Mas que seja infinito enquanto dure.

Autor: Vinicius de Moraes

  1. Um dia, quando a ternura for a única regra da manhã,
    acordarei entre os teus braços. a tua pele será talvez demasiado bela.
    e a luz compreenderá a impossível compreensão do amor.
    um dia, quando a chuva secar na memória, quando o inverno for
    tão distante, quando o frio responder devagar com a voz arrastada
    de um velho, estarei contigo e cantarão pássaros no parapeito da
    nossa janela. sim, cantarão pássaros, haverá flores, mas nada disso
    será culpa minha, porque eu acordarei nos teus braços e não direi
    nem uma palavra, nem o princípio de uma palavra, para não estragar
    a perfeição da felicidade.

Autor: José Luís Peixoto

  1. Madruguei demais. Fumei demais. Foram demais
    todas as coisas que na vida eu emprenhei.
    Vejo-as agora grávidas. Redondas. Coisas tais,
    como as tais coisas nas quais nunca pensei.

    Demais foram as sombras. Mais e mais.
    Cada vez mais ardentes as sombras que tirei
    do imenso mar de sol, sem praia ou cais,
    de onde parti sem saber por que embarquei.

    Amei demais. Sempre demais. E o que dei
    está espalhado pelos sítios onde vais
    e pelos anos longos, longos, que passei

    à procura de ti. De mim. De ninguém mais.
    E os milhares de versos que rasguei
    antes de ti, eram perfeitos. Mas banais.

Autor: Joaquim Pessoa

 

  1. Estou mais perto de ti porque te amo.
    Os meus beijos nascem já na tua boca.
    Não poderei escrever teu nome com palavras.
    Tu estás em toda a parte e enlouqueces-me.

    Canto os teus olhos mas não sei do teu rosto.
    Quero a tua boca aberta em minha boca.
    E amo-te como se nunca te tivesse amado
    porque tu estás em mim mas ausente de mim.

    Nesta noite sei apenas dos teus gestos
    e procuro o teu corpo para além dos meus dedos.
    Trago as mãos distantes do teu peito.

    Sim, tu estás em toda a parte. Em toda a parte.
    Tão por dentro de mim. Tão ausente de mim.
    E eu estou perto de ti porque te amo.

Autor: Joaquim Pessoa

  1. O tempo passa? Não passa
    no abismo do coração.
    Lá dentro, perdura a graça
    do amor, florindo em canção.

    O tempo nos aproxima
    cada vez mais, nos reduz
    a um só verso e uma rima
    de mãos e olhos, na luz.

    Não há tempo consumido
    nem tempo a economizar.
    O tempo é todo vestido
    de amor e tempo de amar.

    O meu tempo e o teu, amada,
    transcendem qualquer medida.
    Além do amor, não há nada,
    amar é o sumo da vida.

    São mitos de calendário
    tanto o ontem como o agora,
    e o teu aniversário
    é um nascer toda a hora.

    E nosso amor, que brotou
    do tempo, não tem idade,
    pois só quem ama
    escutou o apelo da eternidade.

Autor: Carlos Drummond de Andrade

  1. O sabor da tua boca e a cor da tua pele,
    pele, boca, fruta minha destes dias velozes,
    diz-me, sempre estiveram contigo
    por anos e viagens e por luas e sóis
    e terra e pranto e chuva e alegria,
    ou só agora, só agora
    brotam das tuas raízes
    como a água que à terra seca traz
    germinações de mim desconhecidas
    ou aos lábios do cântaro esquecido
    na água chega o sabor da terra?

    Não sei, não mo digas, tu não sabes.
    Ninguém sabe estas coisas.
    Mas, aproximando os meus sentidos todos
    da luz da tua pele, desapareces,
    fundes-te como o ácido
    aroma dum fruto
    e o calor dum caminho,
    o cheiro do milho debulhado,
    a madressilva da tarde pura,
    os nomes da terra poeirenta,
    o infinito perfume da pátria:
    magnólia e matagal, sangue e farinha,
    galope de cavalos,
    a lua poeirenta das aldeias,
    o pão recém-nascido:
    ai, tudo o que há na tua pele volta à minha boca,
    volta ao meu coração, volta ao meu corpo,
    e volto a ser contigo a terra que tu és:
    tu és em mim profunda primavera:
    volto a saber em ti como germino.

Autor: Pablo Neruda

  1. Pergunta-me
    se ainda és o meu fogo
    se acendes ainda
    o minuto de cinza
    se despertas
    a ave magoada
    que se queda
    na árvore do meu sangue

    Pergunta-me
    se o vento não traz nada
    se o vento tudo arrasta
    se na quietude do lago
    repousaram a fúria
    e o tropel de mil cavalos

    Pergunta-me
    se te voltei a encontrar
    de todas as vezes que me detive
    junto das pontes enevoadas
    e se eras tu
    quem eu via
    na infinita dispersão do meu ser
    se eras tu
    que reunias pedaços do meu poema
    reconstruindo
    a folha rasgada
    na minha mão descrente

    Qualquer coisa
    pergunta-me qualquer coisa
    uma tolice
    um mistério indecifrável
    simplesmente
    para que eu saiba
    que queres ainda saber
    para que mesmo sem te responder
    saibas o que te quero dizer

Autor: Mia Couto

  1. Tenho fome da tua boca, da tua voz, do teu cabelo,
    e ando pelas ruas sem comer, calado,
    não me sustenta o pão, a aurora me desconcerta,
    busco no dia o som líquido dos teus pés.

    Estou faminto do teu riso saltitante,
    das tuas mãos cor de furioso celeiro,
    tenho fome da pálida pedra das tuas unhas,
    quero comer a tua pele como uma intacta amêndoa.

    Quero comer o raio queimado na tua formosura,
    o nariz soberano do rosto altivo,
    quero comer a sombra fugaz das tuas pestanas

    e faminto venho e vou farejando o crepúsculo
    à tua procura, procurando o teu coração ardente
    como um puma na solidão de Quitratue.

Autor: Pablo Neruda

  1. Amo o teu túmido candor de astro
    a tua pura integridade delicada
    a tua permanente adolescência de segredo
    a tua fragilidade acesa sempre altiva

    Por ti eu sou a leve segurança
    de um peito que pulsa e canta a sua chama
    que se levanta e inclina ao teu hálito de pássaro
    ou à chuva das tuas pétalas de prata

    Se guardo algum tesouro não o prendo
    porque quero oferecer-te a paz de um sonho aberto
    que dure e flua nas tuas veias lentas
    e seja um perfume ou um beijo um suspiro solar

    Ofereço-te esta frágil flor esta pedra de chuva
    para que sintas a verde frescura
    de um pomar de brancas cortesias
    porque é por ti que vivo é por ti que nasço
    porque amo o ouro vivo do teu rosto

Autor: António Ramos Rosa

  1. Não te quero senão porque te quero
    e de querer-te a não querer-te chego
    e de esperar-te quando não te espero
    passa meu coração do frio ao fogo.

    Quero-te apenas porque a ti eu quero,
    a ti odeio sem fim e, odiando-te, te suplico,
    e a medida do meu amor viajante
    é não ver-te e amar-te como um cego.

    Consumirá talvez a luz de Janeiro,
    o seu raio cruel, meu coração inteiro,
    roubando-me a chave do sossego.

    Nesta história apenas eu morro
    e morrerei de amor porque te quero,
    porque te quero, amor, a sangue e fogo.

Autor: Pablo Neruda

  1. Dize-me, amor, como te sou querida,
    Conta-me a glória do teu sonho eleito,
    Aninha-me a sorrir junto ao teu peito,
    Arranca-me dos pântanos da vida.

    Embriagada numa estranha lida,
    Trago nas mãos o coração desfeito,
    Mostra-me a luz, ensina-me o preceito
    Que me salve e levante redimida!

    Nesta negra cisterna em que me afundo,
    Sem quimeras, sem crenças, sem turnura,
    Agonia sem fé dum moribundo,

    Grito o teu nome numa sede estranha,
    Como se fosse, amor, toda a frescura
    Das cristalinas águas da montanha!

Autora: Florbela Espanca

  1. Amo-te muito, meu amor, e tanto
    que, ao ter-te, amo-te mais, e mais ainda
    depois de ter-te, meu amor. Não finda
    com o próprio amor o amor do teu encanto.

    Que encanto é o teu? Se continua enquanto
    sofro a traição dos que, viscosos, prendem,
    por uma paz da guerra a que se vendem,
    a pura liberdade do meu canto,

    um cântico da terra e do seu povo,
    nesta invenção da humanidade inteira
    que a cada instante há que inventar de novo,

    tão quase é coisa ou sucessão que passa…
    Que encanto é o teu? Deitado à tua beira,
    sei que se rasga, eterno, o véu da Graça.

Autor: Jorge de Sena

  1. De longe te hei-de amar
    – da tranquila distância
    em que o amor é saudade
    e o desejo, constância.

    Do divino lugar
    onde o bem da existência
    é ser eternidade
    e parecer ausência.

    Quem precisa explicar
    o momento e a fragrância
    da Rosa, que persuade
    sem nenhuma arrogância?

    E, no fundo do mar,
    a Estrela, sem violência,
    cumpre a sua verdade,
    alheia à transparência.

Autora: Cecília Meireles

  1. Maior amor nem mais estranho existe
    Que o meu, que não sossega a coisa amada
    E quando a sente alegre, fica triste
    E se a vê descontente, dá risada.

    E que só fica em paz se lhe resiste
    O amado coração, e que se agrada
    Mais da vida eterna aventura em que persiste
    Que de uma vida mal-aventurada.

    Louco amor meu, que quando toca, fere
    E quando fere vibra, mas prefere
    Ferir a fenecer – e vive a esmo

    Fiel à sua lei de cada instante
    Desassombrado, doido delirante
    Numa paixão de tudo e de si mesmo.

Autor: Vinicius de Moraes

  1. Em ti o meu olhar fez-se alvorada,
    E a minha voz fez-se gorjeio de ninho,
    E a minha rubra boca apaixonada
    Teve a frescura pálida do linho.

    Embriagou-me o teu beijo como um vinho
    Fulvo de Espanha, em taça cinzelada,
    E a minha cabeleira desatada
    Pôs a teus pés a sombra dum caminho.

    Minhas pálpebras são cor de verbena,
    Eu tenho os olhos garços, sou morena,
    E para te encontrar foi que eu nasci…

    Tens sido vida fora o meu desejo,
    E agora, que te falo, que te vejo,
    Não sei se te encontrei, se te perdi…

Autora: Florbela Espanca

  1. Em todas as ruas te encontro
    em todas as ruas te perco
    conheço tão bem o teu corpo
    sonhei tanto a tua figura
    que é de olhos fechados que eu ando
    a limitar a tua altura
    e bebo a água e sorvo o ar
    que te atravessou a cintura
    tanto    tão perto    tão real
    que o meu corpo se transfigura
    e toca o seu próprio elemento
    num corpo que já não é seu
    num rio que desapareceu
    onde um braço teu me procura

    Em todas as ruas te encontro
    em todas as ruas te perco

Autor: Mário Cesariny

  1. Quero que todos os dias do ano
    todos os dias da vida
    de meia em meia hora
    de 5 em 5 minutos
    me digas: Eu te amo.

    Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
    creio, no momento, que sou amado,
    No momento anterior
    e no seguinte,
    como sabê-lo?

    Quero que me repitas até à exaustão
    que me amas que me amas que me amas.
    Do contrário evapora-se a amação
    pois ao dizer: Eu te amo,
    desmentes
    apagas
    teu amor por mim.

    Exijo de ti o perene comunicado.
    Não exijo senão isto,
    isto sempre, isto cada vez mais.

    Quero ser amado por e em tua palavra
    nem sei de outra maneira a não ser esta
    de reconhecer o dom amoroso.

Autor: Carlos Drummond de Andrade

  1. Deixa dizer-te os lindos versos raros
    Que a minha boca tem pra te dizer!
    São talhados em mármore de Paros
    Cinzelados por mim pra te oferecer.

    Têm dolências de veludos caros,
    São como sedas brancas a arder…
    Deixa dizer-te os lindos versos raros
    Que foram feitos pra te endoidecer!

    Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda…
    Que a boca da mulher é sempre linda
    Se dentro guarda um verso que não diz!

    Amo-te tanto! E nunca te beijei…
    E, nesse beijo, Amor, que eu te não dei
    Guardo os versos mais lindos que te fiz!

Autora: Florbela Espanca

  1. Quando chegaste enfim, para te ver
    Abriu-se a noite em mágico luar;
    E pra o som de teus passos conhecer
    Pôs-se o silêncio, em volta, a escutar…

    Chegaste enfim! Milagre de endoidar!
    Viu-se nessa hora o que não pode ser:
    Em plena noite, a noite iluminar;
    E as pedras do caminho florescer!

    Beijando a areia d’oiro dos desertos
    Procura-te em vão! Braços abertos,
    Pés nus, olhos a rir, a boca em flor!

    E há cem anos que eu fui nova e linda!…
    E a minha boca morta grita ainda:
    “Por que chegaste tarde, Ó meu Amor?!…”

Autora: Florbela Espanca

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