Como evitar a possessividade no seu relacionamento

Como evitar a possessividade no seu relacionamento
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Vivemos num mundo regido pelo pronome possessivo “meu”. Com isso, nos tornamos egoístas, achando que temos o direito de nos apoderar de tudo aquilo que nos cerca.

Inclusive quando se diz respeito de relacionamentos. O sentimento de possessividade anda de mãos coladas com o ciúme. Por algum motivo, vamos logo supondo que o (a) parceiro (a) nos pertence. E isso gera brigas desgastantes que muitas vezes levam ao fim da relação.

Se você sofre com isso, confira abaixo algumas dicas de como evitar a possessividade no seu relacionamento:

O ciúme patológico e a possessividade

Por mais que o ciúme seja um grande ponto de discussão nos relacionamentos, precisamos nos lembrar de uma coisa. Existem níveis de ciúme que vão desde o saudável até o patológico.

O patológico é caracterizado por aquela pessoa que passa o dia imaginando que o outro a está traindo. É aquela pessoa que chega ao ponto de seguir o (a) parceiro (a) para ver se ele (a) está mesmo indo trabalhar ou estudar.

É um ciúme tão doentio que pode vir acompanhado de um forte sentimento de querer controlar o outro desde a roupa que ele veste até os amigos com quem fala. Normalmente, é esse ciúme que traz consigo a possessividade. Numa mistura de medo, insegurança e baixa autoestima, a pessoa entra numa neurose de querer controlar tudo e todos.

Querer negar o fato de que a vida, e especialmente seu relacionamento, podem mudar da noite pro dia, as pessoas acreditam que se conseguirem manter tudo sob controle, as coisas sempre sairão conforme o planejado.

Pode acontecer também desse sentimento surgir em pessoas que confiam plenamente em seus parceiros. Nesse caso, a possessividade pode vir acompanhada naqueles momentos em que o parceiro não está conosco. Como se sentíssemos uma saudade doentia e não se sabe lidar com a distância ou com a ausência da pessoa.

Mesmo que se tenha passado o dia com ela, à noite vem a vontade de querer ela ao nosso lado novamente, e fica-se com inveja da independência que a pessoa tem quando não está conosco. Aqui ocorre uma mistura de carência com insegurança.

Ver também: Como manter um relacionamento a distância

Como evitar a possessividade no relacionamento

Não é uma coisa que se resolve da noite pro dia. Se quem sofre com esse sentimento é você, ficam as dicas:

– Queira mudar. Nenhuma mudança acontece de verdade se você não tiver isso bem claro na sua mente. Admitir que se tem um problema e querer realmente resolvê-lo já é um grande passo.

– Permita-se entender que você não é dono (a) dele (a). Vocês estão juntos por opção, e não porque alguém os obrigou.

– Se você sofre com a ausência da pessoa no melhor estilo “saudade exacerbada”, lembre-se que vocês são 1 antes de serem 2. Ambos têm o direito de cultivar a individualidade.

Assim como você tem sua vida, seu estudo/trabalho, seus hobbies e seus amigos, ele(a) também tem. E vocês não precisam fazer tudo junto porque não nasceram grudados um no outro.

– Pratique a arte do desapego e seja responsável por sua própria felicidade!

– Tenha em mente também que quanto menos liberdade você der ao outro, ou quanto mais controladora você parecer, maior será a vontade da pessoa se ver livre de você.

– Ciúme e possessividade não são prova de amor. A maior prova de amor é quando você entende que o outro não pertence a você e que é seu dever deixa-lo livre para ir e vir.

Se é seu parceiro (a) que sofre disso:

– Escolha um momento apropriado para vocês conversarem. Diga a ele(a)

– Toda a vez que ele(a) agir de forma ciumenta ou possessiva, ainda mais em público, puxe ele (a) pra um canto e acalme-o (a). Diga que você o(a) ama e que não existe motivo algum para agir desse jeito.

– Caso isto esteja levando ao fim e ao desgaste da relação, sugira que ele (a) procure ajuda profissional, como acompanhando psicológico.

– Não fique com pena! Pois quando isso acontece, as chances de você se submeter ao comportamento dele (a) aumentam, e isso não ajuda em nada.

Como sair de um relacionamento abusivo

Os relacionamentos abusivos são mais comuns do que imaginamos e muitas mulheres acabam sofrendo em silêncio, com medo de ficarem sozinhas ou porque amam demais estes homens. Saiba como é possível se livrar desses relacionamentos doentios e dar a volta por cima para retomar a vida e ser feliz.

1 – Perceba o comportamento abusivo

Relacionamentos abusivos não são apenas os relacionamentos violentos, mas sim todo relacionamento que envolve algum tipo de abuso – seja ele físico, emocional ou psicológico. Você não precisa esperar ter um olho roxo para perceber que é a hora de terminar com esse sofrimento.

Muitas mulheres permanecem anos em relacionamentos abusivos, acreditando que uma hora vai passar, mas na verdade o comportamento do parceiro sempre se mantém da mesma forma.

Um dia ele a xinga, no outro ele diz que ela não serve para nada e assim por diante, destruindo a autoestima de alguém que provavelmente já não está com a autoestima muito boa.

Com o passar do tempo, algumas mulheres se acostumam com essa situação e acabam nem percebendo que estar habituada a um abuso pode leva-la a sérios problemas psicológicos.

Então, mesmo que o abuso seja “apenas” verbal, é importante ficar de olho e não dar espaço para que as atitudes abusivas se repitam.

Descubra se ele é um homem abusivo, verificando se ele apresenta a maioria dessas atitudes:

  • Ele já foi abusivo com outras pessoas;
  • Ele é muito ciumento e possessivo;
  • Ele tanta te manipular e controlar sua vida;
  • Ele te pune por coisas que você faz te privando de algo que você goste;
  • Ele se sente superior à você e/ou à outros;
  • Ele muda de humor bruscamente;
  • Ele é agressivo e impaciente em situações do cotidiano;
  • Ele diz uma coisa, mas faz outra;
  • Desrespeita outras mulheres, como a própria mãe, por exemplo;
  • Se recusa a procurar ajuda ou nem toca nesse assunto.

Homens assim precisam de ajuda e são raros os casos em que eles conseguem mudar pelo amor que sentem por sua parceira. Esse comportamento é como uma doença e deve ser tratado, pois é muito difícil mudar essas atitudes sozinho. Se ele não se dispõe a se tratar e mudar, talvez o melhor caminho seja deixá-lo.

2 – Procure ajuda

Uma vez que a mulher percebeu que está em um relacionamento abusivo, ela deve procurar ajuda de outras pessoas para ter um suporte e conseguir sair dessa e se reerguer. Essa mulher pode começar a compartilhar os acontecimentos com amigas ou familiares ou então procurar um psicólogo.

Nesses casos, é importante lembrar que não se deve enfrentar essa situação totalmente sozinha. Dependendo do tipo de abuso, pode ser perigoso tentar resolver o problema sem a ajuda de outros. Então vale a pena buscar ajuda.

3 – Seja cautelosa

É essencial tomar muito cuidado para que o agressor não perceba que a mulher quer deixá-lo, porque isso poderia causar uma crise nele e fazer com que ele a ataque ou lhe cause algum outro mal. Por isso, se o parceiro tende a ser agressivo ou descontrolado, é melhor se preparar para a separação sem que ele fique sabendo.

4 – Invista na sua autoestima

Para que a mulher consiga se livrar de um relacionamento abusivo, é preciso que ela esteja forte e segura de si. Sendo assim, ela deve batalhar primeiro pela recuperação da sua autoestima que foi minada pelos contínuos abusos neste relacionamento.

O primeiro passo é deixar de levar a sério as críticas do seu parceiro. Desta forma, a mulher o impede de destruir a imagem que ela tem de si. Feito isso, ela deve procurar se valorizar, percebendo suas qualidades e seus atributos positivos. Não deve recusar elogios e deve sempre pensar sobre si de uma forma positiva.

5 – Termine o relacionamento

Esse é talvez o passo mais difícil, mas é também o mais libertador. Você não precisa esperar não sentir mais nada por ele para terminar. Amar o seu parceiro não significa necessariamente que ele te faça bem ou te faça feliz. E mesmo que ele a ame, isso não garante que ele vá mudar e ser mais gentil com você daqui um mês ou daqui dez anos.

Por isso, livre-se desse relacionamento assim que perceber que está forte e amparada o suficiente para aguentar a separação e os possíveis conflitos que ela trará. Pense que no fim isso pode ser a salvação da sua vida e você poderá ter um futuro muito mais feliz e agradável, sem insultos ou agressões.

Ame sua vida e ame-se a si mesma. Assim você conseguirá discernir o que é bom para você e o que te faz mal e conseguirá fazer as escolhas certas para sua felicidade e bem-estar.

 

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