Como manter a fidelidade de um homem

Como manter a fidelidade de um homem
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No mundo, ideal todos teríamos consciência de nossas escolhas, seríamos fiéis ao que consideramos benéfico para nós mesmos. Monogâmicos e polígamos, seríamos leais às nossas escolhas e chegaríamos cada vez mais perto do que desejamos. Mas não é tão simples.

Para uma mulher que ler esse texto, provavelmente achará um punhado de bobagens, pois a resposta dela será simples: “basta amar”. Mas na cultura machista que vivemos, ela foi educada a se formar emocionalmente de tal forma que já faz tudo o que está descrito aqui automaticamente. Para os homens, educados a viver como se não houvesse o amanhã, só o amor não basta. É preciso um pouco mais de sofisticação psicológica e treino para se recondicionar.

Importante ressaltar: o desejo não é um vilão, a não ser que você o transforme numa justificativa para colocar sua serenidade em risco. Da mesma forma, a monogamia não é uma arma que colocam na sua cabeça. Porém, se quer seguir nessa trilha, as regras do jogo são diferentes. Falo aqui sobre algumas estratégias servem para qualquer tipo de privação voluntária, como comida, vícios ou comportamentos problemáticos. Separei em dois grupos, algumas para você mesmo, outras para lidar com o parceiro(a).

Ver também: Como cuidar de casamento na adolescência

Para você com você mesmo

É preciso entender que haverá uma remodelação de sua maneira de encarar o mundo, filtrar e tratar as águas tumultuadas de suas emoções. Toda mudança, à princípio, é falsa, desajeitada, antinatural, mas é assim que aprendemos uma língua ou um instrumento musical, com ensaio e erro.

Como manter a fidelidade no relacionamento

1. Seletividade

Escolha bem escolhido e vai escolher uma vez só. É importante ser criterioso para entender se a sua parceira é alguém com quem você conseguirá ter longas e boas conversas e até poderá ficar em silêncio em paz.
Há homens que odeiam conversar e conviver com mulheres (ainda que sejam heterossexuais), na maioria desses casos ele se entendia com qualquer assunto dela e dorme quando chega a hora de interagir de verdade com sua companheira.
Para esses, só o sexo é valioso e todo o resto é reservado para os amigos, o trabalho e a família.

2. Foco

É fundamental entender o que quer para si mesmo, afinal, o desejo é randômico, não tem dono e não segue regras morais.

A diferença é saber onde quer dedicar sua atenção. Se você ficar embarcando em cada fantasia que surge na sua cabeça até que ela seja saciada, a probabilidade é que o desejo vai dominar você e não o contrário.

3. Fantasia

Saiba brincar com sua fantasia. Pode ser, por exemplo, escrevendo contos eróticos ou coisas do gênero, para dar asas à sua imaginação. Mas só por tempo suficiente para passar a hora da fissura. E ela passa. Se você adicionar outros circuitos de recompensa de dopamina (hormônio do prazer), atravessará os dias de inverno emocional.

4. Capacidade de introspecção

Se você não sabe dizer o que está sentindo, se confunde seus pensamentos com seus sentimentos (do tipo “me sinto querendo fazer uma planilha”) então você estará vulnerável aos seus impulsos interno

É preciso saber olhar para dentro para não ser refém das circunstâncias e é preciso ter vocabulário emocional (pelo menos saber a diferença entre tristeza, medo e raiva) para surfar na vida social. Como irá saber que sua carência bateu e precisa se conectar com sua parceira? E como saber se está com medo dos desafios da vida, se sente um bosta e acha que paquerando a colega de trabalho isso vai passar?

5. Repressão

Se você é incapaz de manter seu pau dentro da cueca, provável que seja infeliz e impulsivo em outras área de sua vida, de maneiras diferentes. A menos que você seja um maníaco sexual (e precise de tratamento especializado), tudo o que seu pinto faz é responsabilidade de sua cabeça de cima. Sua vaidade é que controla suas bolas, se sua autoestima é baixa é bem provável que queira provar sua grandeza passando o rodo na mulherada. Quem dera não tivéssemos livre-arbítrio para nos esconder.

6. Assumir o que sente e faz

Se a mãe pergunta ao filho pequeno porque bateu no irmão, a resposta será “ele que começou”. Se você é incapaz de se responsabilizar pelo que se passa na sua vida então, eu sinto mesmo, mas sua vida deve ser um caos. Qualquer justificativa que der como “falta de controle” ou “no fundo eu não queria” não funciona no mundo dos adultos, pergunte para o gerente de banco se ele vai tolerar pagamento de empréstimos acreditando que, no fundo, você não queria ficar devendo.

7. Sublimação

É um mecanismo de defesa saudável que permite que um desejo seja redirecionado para um viés cognitivo e existencial, como o aquele cara que coloca sua destrutividade à serviço da vida e se torna um cirurgião.
O desejo sexual, se bem direcionado, é capaz de fazer coisas incríveis no campo da produtividade, das artes, da ciência e da espiritualidade. Podemos passar uma vida todo canalizando o desejo para um tipo de tarefa trans pessoal.

Se libido é seu sobrenome, pode ser uma boa malhar, fazer dança, arte marcial, queimar caloria, pois isso tudo é um jeito muito positivo de colocar o excesso de energia para fora.

8. Resiliência

Se para você o condicionamento de atender aos seus desejos é muito forte, deverá entender que vai falhar, mas que precisa recomeçar. Até que chegará num nível de performance que o sucesso é mais recorrente que a falha e isso garantirá um novo tipo de vaidade, do cara que resiste a si mesmo com bravura.

9. Relaxamento

Aprenda a serenar sua mente e seu corpo, isso é fundamental para qualquer tipo de coisa na vida. Sem isso é como se você fosse um macaco com uma metralhadora na mão. Respire, sente, relaxe e medite.

10. Sacrifício

Talvez nunca tenham nos ensinado a abrir mão de algo importante. Essa capacidade de escolher entre dois valores igualmente significativos é o que define uma vida, seguir numa direção é inevitavelmente renunciar outra.
Essa palavra é quase uma ofensa em tempos de hedonismo. Queremos tudo para agora e ontem. Mas o relacionamento, se encarado como um “sacro-ofício”, ou seja, algo valioso e especial, irá merecer a atenção e dedicação a mais.

11. Profundidade

Podemos viver uma vida voando raso, só triscando de longe o mundo interno, colocando todas nossas emoções na caixa de spam, mas isso nos levará inevitavelmente a uma velhice miserável em termos humanos.
Não teremos construído laços reais, as pessoas nos tolerarão (se já não fazem isso), portanto, consistência e profundidade caminham juntos.

O relacionamento amoroso estável e duradouro pode não oferecer uma aparente diversidade, mas pode sim, trazer conexão com camadas muito profundas, quase intocadas, da nossa personalidade.

Nossas maiores dores, desejos, medos e capacidade de amar só se revelam, para alegria e desespero, quando descemos para as camadas mais vulneráveis de um relacionamento altamente concentrado. Há quem consiga realmente fazer o mesmo com várias pessoas, mas para a mente distraída média isso é difícil de conceber.

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