Como manter um relacionamento de anos como no começo

Como manter um relacionamento de anos como no começo
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Lembra-se da última vez que brigou com o seu parceiro? Não foi doloroso? Foi mesmo necessário? Devemos avaliar o que podemos fazer para lidar melhor com estas situações sem derrubar os nossos relacionamentos? A relação com o nosso parceiro pode ser um dos aspectos mais recompensadores na nossa vida. Conservamos num lugar especial a pessoa que partilhamos os numerosos momentos de alegria.

Diferenças na personalidade são inevitáveis, e aquilo que faz de nós seres únicos e individuais pode colaborar para o desacordo e confusão durante qualquer relacionamento. Aquilo que nos define enquanto individuo é na grande maioria das vezes o nosso principal empecilho para um relacionamento saudável.

A administração das diferentes personalidades, com interesses e gostos distantes pode ser o alimento da discussão, ou não. Quando as discussões não são apreendidas diferenças de opinião podem tornar-se em verdadeiras batalhas, e provavelmente poderá afectar aquilo que levou meses ou anos a construir.

Claro que existem formas de estar nas relações que são inconciliáveis, podendo ambos favorecerem da separação. As brigas quando acontecem, são causadoras de muita dor e desestabilização emocional. Encarando o parceiro de forma consciente e com um desejo genuíno de entendimento, acredito que se consiga ampliar a chave para o bem-estar da relação.

Ver Também: Como manter o desejo no relacionamento

MUDANÇA REPENTINA DE ESTADO DE HUMOR

Algumas pessoas parecem sempre está lutando entre egos. Possivelmente já lhe aconteceu ter um período muito bom com o seu parceiro, tudo corre como imaginado, excelente empatia e compreensão. Mas, como todos sabemos o dia tem 24 horas e muitas coisas acontecem nesse intervalo de tempo, pequenas trocas de ideias que não coincidem, pequenas importâncias que diferem, incapacidade de atender às necessidades do outro e assim até que o nosso estado interno se transforma, passamos para um estado não colaborativo e aquilo que tínhamos falado, sentido e vivido à momentos atrás, transforma-se no pior dos nossos pesadelos. Inicia-se então uma discussão entre egos.

A VERDADE

Antes de abordar as formas como se pode extrapolar a argumentação, desacordos, e lutas numa relação, vamos avaliar o que incide quando nos encontramos neste estado de desconforto. O que apresento em seguida é aquilo que provavelmente você já viveu quando está num padrão de argumentação.

Fazer a birra de criança: em determinada altura da discussão, um dos dois está calmo, enquanto o outro torna-se numa criança. Essa pessoa torna-se irracional, muito emocional e defensiva. Diz coisas das quais se irá arrepender mais tarde. Assim que aquela “criança” pare de se expressar, pouco a pouco irá estando mais calma, verificando-se depois um fenómeno formidável. Os papeis se viram e  o outro torna-se agora a criança com birra.

Atenção, apreciação, reconhecimento – Quando se entra no modo de criança com birra, ficamos à procura de atenção, apreciação e reconhecimento. O nosso estado emocional tem a sua raiz na precisão que temos de procurar reforço para aquilo que é importante para nó

Egoísmo e auto-centramento – quando a nossa birra de criança se expressa, tornamo-nos egoístas e auto-centrados. Não conseguimos entender porque razão o nosso parceiro não apreende o nosso ponto de vista. Quanto mais nos esforçamos, menos o outro consegue estar compassivo aquilo que nos está a aborrecer. Neste estado, não conseguimos colocar-nos no ponto de vista do outro, não levamos em consideração os seus sentimentos, e esquecemo-nos que ele também está magoado e sofre com a situação.

Mentalidade de vítima – quando estamos neste estado, sentimo-nos como vítimas. A nossa mente foca-se nas evidências que suportam a nossa história de vitimização. A mente é ávida em construir histórias coerentes, e quando nos deparamos num estado de incapacidade, vamos arranjar tudo o que nos for possível para justificar aquilo que estamos a sentir, carecemos de sentir que existem razões para estarmos a comportarmo-nos daquela maneira.

Assim sendo a outra pessoa parece-nos a que não está a ser razoável. Sentimo-nos magoados, e vemos cada vez mais razões para a nossa dor. Pode-se dizer que num determinado grau de inconsciência, passa-se a adorar daquele cenário, pois de certa forma adoramos da dor que sentimos, dado que permite-nos representar na perfeição o papel de vítima. Alimentamos os nosso medos e receios de que a vida é feita de relacionamentos dolorosos e que ninguém nos entende.

Certo e errado – superficialmente, a batalha pode definir-se ao conjunto de argumentos que admite quem está certo. Um dos parceiros acredita ter razão e que o outro está errado. O desacordo, velozmente transforma-se numa batalha de egos. Tem-se uma forte e urgente precisão de provar ao outro que estamos certos

Emoções engarrafadas – no papel de criança com birra vai-se expressando os pensamentos auto-centrados que invadem a mente. As emoções engarrafadas na cave da nossa mente são a causa desses pensamentos, que na verdade na grande maioria das vezes não colocam qualquer tipo de relação com a situação que se está a desenrolar. Todos transportamos em nós algumas emoções que estão comprimidas, não se despontando nas situações normais do dia-a-dia, e por este mesmo motivo não temos consciência delas. A não ser nestas situações de máxima tensão.

Significado alternativo – temos disposição para pegar em algumas palavras expressas pelo outro, saltando para conclusões, assumindo-se o pior. Encontra-se um significado que nos serve, mas que nas verdades não é o verdadeiro significado das palavras transmitidas pelo outro. A pessoa diz a si próprio que este significado é absoluto, e constante. A verdade é que todos nós em determinada altura portamo-nos de forma irracional, dizemos todo o tipo de coisas que não diríamos se não tivéssemos num estado emocional alterado.

Diferenças entre os sexos – os homens são tão emocionais e sensíveis quanto as mulheres. A diferença está na forma como homens e mulheres se divulgam, e isto é usualmente mal entendido. Apresento-vos em seguida algumas diferenças. No entanto deverá levar em consideração duas coisas enquanto lê: 1) isto é uma generalização e nem todos as pessoas poderão encaixar-se; 2) quando me refiro às mulheres ou homens, refiro-me às qualidades e tendências femininas ou masculinas e não ao gênero.

Como mulher – as mulheres tendem a esconder os seus pensamentos. Quando estão aborrecidas ou chateadas com alguma coisa, admitem que a outra pessoa consegue ler mentes, e por isso deveria saber exatamente aquilo que estão a pensar sem que fosse necessário verbalizar.

Normalmente verbalizam algumas pequenas dicas quando estão nesse estado. Isto é muito ingrato e injusto para a outra pessoa, dado que até pode querer ajudar, mas não consegue perceber como, nem entender porque razão a parceira está tão aborrecida. Na incapacidade do parceiro não perceber as pistas ou dicas, a mulher fica ainda mais mal-humorada e magoada.

Como homem – os homens tendem a ser mais verbais, pensando alto. O homem até pode internalizar alguns dos seus sentimentos, mas os seus pensamentos são exteriorizados através da palavra. Porque os homens verbalizam os seus pensamentos, arranjam facilmente problemas com a parceira da sua vida, dado julgarem que não vão magoar com aquilo que dizem. A sociedade acondiciona o homem a ter um ego macho-alfa, que se comporta como se fosse uma parede, defendendo a integridade e a força dos seu carácter.

Esta força delibera os seus pensamentos, mantendo as suas emoções invulneráveis e bem guardadas. O homem é muito mais perspicaz e sensível do que a sociedade o admite. O homem tem a capacidade para apreender quando a sua companheira está infeliz e certamente colaborar para a sua felicidade ou restabelecimento do bem-estar entre ambos. No entanto, a tendência é que a parceira não colabore, pois não transmite as suas razões de forma clara e simples.

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