Como não ficar com depressão após uma traição?

Como não ficar com depressão após uma traição?
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Muitas pessoas entram em depressão depois que descobrem uma traição conjugal. Não suportam a ideia de que seu parceiro se envolveu com outra pessoa, mesmo que não tenha havido relação sexual. Vivem muito bem, conscientes da fidelidade do outro, considerando que seu amor é correspondido integralmente e exclusivamente.

Quando acontece no casamento, essa certeza significa uma confirmação de suas crenças a respeito do mesmo, como uma âncora de um navio, que o segura para não ser arrastado. Quando a traição ocorre, perdem a estabilidade que acreditavam ter. O motivo disso é o acordo implícito e explícito na união a dois: fidelidade e reciprocidade.

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Esses dois princípios também são influenciados ou fortalecidos pelo sentimento de amor que um sente pelo outro. Porém, eles não são confirmados esporadicamente, isto é, geralmente os votos estabelecidos na união a dois não são discutidos, nem atualizados, a cada período da vida.

Presume-se que aqueles princípios permaneceriam inalterados ou seriam ampliados a cada ano que passam juntos. Nem sempre isso ocorre. O mistério que existia no início da relação dissolveu-se com o tempo, sem que ambos percebessem. Quando a relação apresenta sinais de que está claudicando, um ou outro procura, à sua maneira, melhorá-la para que não venha a ser destruída. Muito raramente isso se dá através do diálogo maduro e transparente.

Como saber se está sendo traição" rel="nofollow" target="_self" >traída

Ligações e Mensagens Misteriosas

O sintoma mais básico da traição e o primeiro que as pessoas ao redor costumam perceber são as ligações e mensagens misteriosas. Se o (a) seu (sua) parceiro (a) começa a ir para outro cômodo da casa para atender o celular, ou rejeita ligações quando você está perto, comece a desconfiar.

O mesmo vale para mensagens no celular. Claro que não é porque duas pessoas formam um casal que precisam mostrar tudo o que estão fazendo e com quem estão conversando no celular. Entretanto, quando você nota que o outro está se esforçando para que você não veja o que e para quem ele está digitando, pode começar a desconfiar.

Não podemos deixar de dizer que você deve levar em consideração o comportamento anterior da pessoa. Ou seja, se ela sempre foi reservada em relação a mensagens e ligações, pode ser que não seja nada do que você está pensando. É preciso ter bom senso para não criar brigas desnecessárias.

Mudança no Comportamento

Uma pessoa que está vivendo um romance secreto costuma se comportar de maneira diferente em casa, mesmo que de forma bastante sutil. Algumas pessoas começam a se distanciar do seu parceiro, tratando-o de forma mais fria. Já outras começam a agradar mais do que o normal, com presentes e carinhos.

O término da relação

As causas do término de uma relação ou de sua degradação são incomensuráveis. É sua degradação que possibilita a disponibilidade para que outra pessoa nela entre. Às vezes, a relação já começa com sinais de que isso ocorrerá, pois, além de os sentimentos não serem da mesma intensidade ou qualidade, os motivos da união são diferentes. As pessoas não se unem com perfeita sintonia de propósitos ou com o mesmo sentimento um pelo outro.

Com o tempo e o desgaste da convivência, pode ocorrer que um deles se apaixone por outra pessoa ou mesmo que tenha uma relação fortuita, imprevista ou não planejada.

Quando a traição descoberta é apenas decorrente de uma relação fortuita, não causa tanta depressão, mas quando efetivamente existe outra pessoa por quem o outro nutre algum sentimento, sua probabilidade é bem maior. Quanto mais madura a pessoa que passe pela traição conjugal, menos propensa será a entrar em depressão. Principalmente
se a pessoa entender que o fato deve servir de catalisador para mudanças radicais em sua vida e em sua personalidade.

Muitas pessoas que passam pela traição conjugal sentem seu mundo desabar, isto é, perdem as estruturas que sustentavam sua vida. Entram em depressão por falta de um chão. Devem entender que isso decorre de uma exclusiva crença de que a própria felicidade se encerra naquela relação. Quando tem filhos, muitas vezes, a entrada na depressão é mais rápida, pois a preocupação com o futuro deles surge como fator adicional de culpa.

Quem passa pela traição sempre se pergunta qual a causa em si para que aquilo tenha ocorrido. Reflete sobre todas as fases de sua relação procurando onde houve erro e de quem foi. Um culpado vai ser encontrado. Essa reflexão deve ser útil, não quese puna alguém ou para que a mágoa permaneça, mas para que ambos passem a ter maior ciência do que pode ocorrer numa relação a dois. Ambos precisam disso, pois talvez não tenham aprendido essa lição da vida. Entrar em depressão por essa causa, é dar lugar a outro problema, ampliando o próprio sofrimento.

O espírito que atravessa o problema da traição conjugal, com ou sem separação, pode estar vivendo uma experiência resultante de seu próprio passado. Neste caso, entrar em depressão é sucumbir ao próprio passado sem aprender novamente. Fundamental é aproveitar a dura lição para crescer.

Isso não significa que não sinta ou não lamente o ocorrido. Ninguém quer passar por isso e ficar sorrindo como se fosse bom ou como se nada estivesse acontecendo.

É ruim, traumático e desgastante. É uma experiência dolorosa para qualquer pessoa. Aprender e crescer são extremamente importantes. A depressão por causa de uma traição conjugal pode estar associada à mágoa, ao sentimento de inferioridade, à culpa, à sensação de derrota, à vergonha, à certeza de que seu amor não era correspondido, bem como tudo que se aproxime da decepção com o outro.

Tais emoções e ideias devem ser trabalhadas de tal maneira que não levem a pessoa à fuga pela depressão. Devem levar à certeza de que aquilo será superado e de que sua própria vida pode ser vivida de forma diferente; de que existem várias formas de se viver.

Nenhum problema pode dominar os pensamentos, idéias e sentimentos de uma pessoa, sob pena de enviesar sua vida, reduzindo as capacidades de apreensão da realidade e, consequentemente, de crescimento. Entrar em depressão por conta de um conflito, principalmente de uma traição conjugal é dar mais valor ao ato do outro do que a si mesmo.

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