Como não sofrer após o término

Como não sofrer após o término
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Como não sofrer é uma das perguntas sem resposta que atolam o mundo. É como perguntar Como ser empreendedor. Não há receita de bolo. Recentemente ouvi de uma garota que ela não desejava terminar por sentir medo do sofrimento.

Ela obviamente amava (e ama) a pessoa com quem está atualmente e sente-se disposta a permanecer nesta relação para evitar a dor de um termino. Nós sabemos que essa dor existe e é persistente. Ela é o que há entre o termino e o momento em que precisaremos seguir em frente.

Sem muitos detalhes da história de minha conhecida, as perguntas genéricas “como não sofrer?” “O que fazer para fazer o sofrimento passar?” “Como esquecer?” são difíceis de responder.

Pego a mim mesma como exemplo: relacionamentos são facilmente esquecidos por mim. Eu não me entrego totalmente, apenas vivo o momento, foco mais na minha pessoa do que no outro, tomo a mim como prioridade e acho que isto torna as coisas mais fáceis. É algo gerado da minha personalidade e não existe formula para isso.

O que posso oferecer é um caminho para sofrer menos ou contornar a situação a partir do sofrimento. Isso inclui uma lista de questionamentos a serem feitos a si.

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VOCÊ VAI SOFRER

Não há como não sofrer. Em How I met Your Mother, em um dos episódios, é mostrado como cada um dos personagens fazia para contornar um termino. No caso da Lily, a superação é embasada em uma semana para cada mês em que você esteve com a pessoa; Robin gosta de beber, etc.

Mas, nenhum dos personagens (a não ser Barney) apresentou um método de como superar um termino em um passe de mágica, sem saudades, sem dor. Ou seja, você precisa admitir e encarar que irá sofrer, é o primeiro passo a ser dado antes de um termino que parece inevitável.

COLOQUE O SEU RELACIONAMENTO NA BALANÇA

Olhe-se no espelho (não literalmente) e pergunte-se “Como é a minha relação?”. Se indague sobre se a sua relação vale a pena.

  • Como ela começou?
  • Há quanto tempo estamos juntos?
  • Como ela está atualmente?
  • Minha relação é um impedimento para algum desejo (seja de carreira ou estudos)?
  • Ela está seguindo o curso imaginado no inicio ou durante ele?
  • Eu ainda amo ou apenas me acomodei com a coisa?

COLOQUE O SEU PARCEIRO NA BALANÇA

Analisar uma situação é mais fácil que analisar uma pessoa. E tem, sim, diferença entre as duas coisas. Analisar uma situação (no caso, o relacionamento) significa analisar um objeto empírico que pode ser alterado, contornado, re-moldado. Analisar uma pessoa significa encarar que ela é “assim”, possui uma determinada personalidade e esta não pode ser mudada, não por você.

  • Essa pessoa agia de certa forma e agora age de outra, mostrando-se alguém totalmente diferente do início?
  • Essa pessoa é mesmo alguém indispensável na minha vida?
  • Quantas coisas nela são irritantes?
  • Quantas das características dela são admiráveis?

A IMPORTÂNCIA QUE VOCÊ TEM PARA ESSA PESSOA

Eu o amo. Somente esta informação não faz uma relação ir para frente.

  • Você ama a pessoa com quem está, mas, consegue dizer o mesmo dela?
  • Ela ama você?
  • Essa pessoa apoia suas decisões?
  • Essa pessoa ajuda em seus fracassos ou simplesmente os joga na sua cara?
  • Essa pessoa ajuda em seus fracassos ou simplesmente os joga na sua cara?
  • Essa pessoa está com você nos momentos difíceis?
  • Essa pessoa já mostrou um pé atrás quanto a você, quanto a relação? Você, agora, está pensando em romper, mas, ela já pensou em romper, deixou isto em evidencia?

ANALISE O MOTIVO QUE ESTÁ LEVANDO AO ROMPIMENTO

Um motivo bobo ou grave, não interessa. Os questionamentos acima podem guiar a sua decisão. Tenha em mente que, pode não valer a pena sofrer por um motivo bobo, todavia, um motivo grave exige o sofrimento.

Você foi traição" rel="nofollow" target="_self" >traída? Você namora à distância? Vocês passaram a discordar de pontos na relação? A família dele(a) atrapalha? Todas as questões feitas, vamos ao que realmente interessa.

COMO SOFRER MENOS

Você terminou e possivelmente não irá voltar atrás (não agora). Os momentos antes do rompimento fizeram com que você quebrasse a cabeça pensando em o que falar, como tratar a situação com maturidade, como romper, como você amava a pessoa e isto impedia consideravelmente o rompimento, etc.

Pense no alivio propiciado neste momento em que o peso de sua tomada de decisão passou. Não adianta imaginar que a sua decisão não foi a melhor, muito menos ficar se martirizando sobre como você poderia ter aguentado mais ou feito mais para que a relação mudasse de rumo.

Considere o alivio de agora não precisar mais esquentar os neurônios com uma única coisa. Sofra por um tempo, um ou dois dias, você escolhe quando deverá superar.

No caso das mais ansiosas, que definitivamente querem superar o mais rápido possível, o melhor conselho é que você pode colocar-se como prioridade. Agora, a unica pessoa com quem deve se preocupar é você, você por inteiro.

Pense nos seus estudos, na sua carreira, arranje um hobby ou faça um curso. Na manhã seguinte acordar com o mesmo sentimento doloroso. Beber é uma solução emergencial, a curto prazo, não vale de nada. Pense em estratégia a longo prazo, foque os seus pensamentos em algo que valha a sua atenção.

EU NÃO CONSIGO NÃO PENSAR NELE

Você seria uma genia se conseguisse nunca mais pensar em alguém que amou, ou ama. Ele irá surgir na sua mente uma hora ou outra, o plano é não deixar que persista.

Pense nele, sinta saudades por alguns instantes e depois afirme “hora de focar em outra coisa”, mande todo o seu amor via telepatia e vá se concentrar em algo que você tenha certeza de que irá distraí-la.

POR FIM

Fugir da questão do sofrimento não é um caminho. Se o rompimento é inevitável, se você realmente o deseja, faça. Calcule se isto é viável, se os contras mediante a relação (fatores sobre distancia; traições; segredos; o modo como você é tratada) forem maiores que os prós, não há mais nada a ser questionado.

Às vezes, um termino pode ser o primeiro passo para algum dia duas almas novamente se encontrarem e decidirem, agora mais maduras, fazer tudo de uma maneira diferente que possivelmente irá dar certo. Às vezes, ele é necessário.

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