Como pedir o divórcio sem brigas

Como pedir o divórcio sem brigas
Avalie esse artigo

O final de um casamento não precisa necessariamente ser uma guerra entre os ex-amantes e está muito enganado quem pensa que não é possível ter uma exaltação separação com base na amizade e sem maiores.

Com uma boa dose de paciência e com a orientação de um advogado que trata de negócios de família, passar por esse momento pode se tornar muito mais fácil e muito menos complicado. Essas orientações servem para qualquer tipo de relação, seja ela heterossexual ou homo afetiva!

Quando se trata de divisão de bens, finanças, pensão alimentícia guarda das crianças, … Saber lidar com clareza sobre todos esses fatores são muito essenciais para que você tenha uma separação de forma amigável e sem complicações maiores.

Para enfrentar os assuntos burocráticos é necessário durante o processo de separação tomar atitudes que podem vir a ser eficazes durante todo o processo para você e seu antigo parceiro(a).

Se você preza pela maneira fácil de convivência e acredita que o decretado fim de seu casamento não precisa representar uma história de inimizade, tensões e milhares de brigas na justiça, elaboramos esse artigo com algumas orientações para uma separação de forma tranquila e sem brigas.

Ver também: Como esquecer alguém que não te quer

Diálogo aberto e franco

Quando um casal decide se separar, é de muita importância que haja um uma conversa sincera e sem estresse durante todo o processo judicial. Se você e seu ex-parceiro(a) decidiram se separar e isso aconteceu de uma maneira natural, uma boa conversa pode ser o primeiro passo para ter uma separação amigável.

Porém, temos a consciência que nem sempre isso pode ser capaz de acontecer. Por diversificados motivos, muitos casais rompem em meio a intrigas e disputas na justiça pela guarda das crianças, por bens-materiais ou até mesmo por uma situação de integridade, como uma traição.

Por isso, em momentos assim, a orientação de um advogado da família pode ser a solução ideal para que você possa enfrentar o processo com coerência e de maneira correta.

Mesmo em casos mais complicados, é possível chegar a uma solução na qual haja consenso e que beneficia grandemente a todos os que estão envolvidos.

A opção pela maneira consensual é sempre mais benéfica para os dois lados, até mesmo para aquele que acredita sair o mais prejudicado com o fim do relacionamento, já que as decisões judiciais, além durarem as vezes longos períodos de tempo, causam muito mais estresse e angustia, e geralmente, são resultantes em mais gastos e incertezas.

Organizar as finanças

Outra etapa muito importante durante uma separação é a forma em que será feita a organização das suas finanças. Durante o casamento, você e seu par compartilharam dívidas, contas e, em alguns momentos, contas bancárias conjuntas.

Para uma separação acontecer de forma amigável e sem complicações, dê prioridade a organização de todas as coisas que precisam de responsabilidades financeiras que antes tinha ligação ao casal.

Sendo assim, a organização é um item essencial: tenha todos os seus gastos e dívidas guardadas e prontas para serem analisadas. Caso você e seu ex-amante possuam algum tipo de conta em algum banco, cheques ou cartão de crédito com compartilhamento, a primeira coisa a ser feita é desfazer todos os vínculos bancários que existem entre vocês dois.

Essa atitude dará a garantia a privacidade que possa vir a ser necessária para o novo momento da sua vida e também a confiança de que seu dinheiro não está sendo usado de maneira errônea.

Separação de bens

A separação dos bens do antigo casal, de preferência, deverá ser definida em um acordo pré-nupcial. O regime de bens mais visto no Brasil é a comunhão parcial. Com isso, apenas os bens adquiridos após o casamento entram em partilhamento.

Caso você e seu ex-cônjuge não tenham providenciado nenhum tipo de acordo pré-nupcial, o regime de divisão dos bens pode ser determinado em um momento mais à frente. Para alterar o regime de partilhamento de bens durante o casamento é preciso entrar com um processo diretamente na justiça, para justificar o motivo da solicitação, e deve haver uma justificativa boa.

É mais comum o casal optar por manter o regime de bens firmado no matrimônio ou no pacto de união estável, e fazer a partilhamento no momento da separação ou também, do divórcio. Se você e seu ex-cônjuge desejarem realizar o partilhamento depois da homologação do divórcio, o artigo 1581 do código civil brasileiro te garante esse direito.

No entanto, é preciso destacar que para uma separação acontecer de forma amigável e sem complicações, todo o processo precisa ser orientado por um advogado de família, que auxiliará você e seu ex-cônjuge a fazer a separação de uma forma justa e inteiramente baseada dentro da lei.

Além disso, mesmo para os casos em que é possível fazer o divórcio ou o desmanche da união estável no cartório, a presença de um advogado é uma atribuição imposta pela lei.

Guarda dos filhos e pensão

A guarda dos filhos é um fator muito delicado e de suma importância em uma separação, pois envolve toda a família dentro do processo. Se você e seu ex-cônjuge possuem filhos, uma separação amigável e sem maiores complicações é essencial para a boa convivência. Os filhos são um vínculo eternal entre um casal, e, por isso, quanto mais tranquilo for o processo de separação, melhor será o futuro da família e principalmente a saúde mental das crianças.

No Brasil, desde a sanção da Lei13.058 nº , no ano de 2014, a guarda de forma compartilhada é prioridade. Só que, isso não quer dizer que os seus filhos deverão passar metade de cada semana na casa de cada um dos pais. A guarda compartilhada está relacionada a uma divisão de responsabilidades.

Ou seja, a responsabilidade e supervisão dos filhos cabe restritamente e inteiramente ao casal, e não apenas a um dos pais, podendo o casal de pais decidirem juntos se haverá uma divisão na coabitação ou não.

 

 

 

Clique Aqui para Deixar um Comentário Abaixo 0 comentários

Deixe uma Resposta: