Como saber se eu o amo

Como saber se eu o amo
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Na verdade é muito fácil confundir o amor com sentimentos de prazer e fascínio que uma pessoa faz surgir em nós, e terminar, assim, fazendo juras e entregas de amor quando ainda não estamos preparados para isso.

Felizmente, as ciências modernas como a psicologia e a bioquímica já podem ajudar aqueles que estão apaixonados a entenderem melhor seus sentimentos. Com base nos dados destas ciências, podemos afirmar, desde já, que amor à primeira vista não existe de verdade.

Toda relação a dois, por se tratar do encontro entre duas pessoas, passa por diversas fases, até chegar, algumas vezes, ao amor.

Identificar em qual dessas fases do relacionamento você está o ajudará a saber também que tipo de alternativa lhes convém mais e como orientar sua relação em direção à conquista do amor verdadeiro.

Ver também: Motivos para não desistir do seu amor e reconquistar sua relação com ele

Quais são as etapas de um amor?

O relacionamento de um casal passa por diversas fases, que podem ser identificadas como: enamoramento, paixão ou atração; período romântica ou do e, finalmente, o amor.

Como é o enamoramento?

É a etapa bela cor-de-rosa, na qual duas pessoas se sentem avassaladoramente atraídas e fascinadas uma pela outra. Estas coisas são tão fortes e prazerosas, que muitos casais pensam que isso já é amor.

Contudo, a atração que une os apaixonados não é outra coisa a não ser o efeito de substâncias químcas chamadas feromônios, que, além de alterar nossas percepçoes e fazer-nos sentir grande atração e paixão diante do mais mínimo contato com a outra pessoa, nos fazem crer que não poderíamos ser felizes com mais ninguém.

Ou seja, a atração física é tão poderosa, que a mente também fica meio congelada e fascinada. Por isso, os enamorados não enxergam os defeitos dos seus parceiros, e inclusive questionam que possam tê-los. Tudo parece bom demais.

A esta falta de objetividade se junta o fato de que os enamorados, se não mentem sobre eles mesmos, pelo menos encobrem seus erros e exageram suas virtudes, pois desejam conquistar o outro a qualquer custo, já que lhe proporciona tão felizes sensações.

Em suma, o enamoramento é uma fase na qual prevalece o prazer, mas se carece de realidade, pois não sabemos ainda como a outra pessoa de fato é. De fato, durante a paixão, o que amamos do outro não é o que ele é, mas o que sua companhia, suas particularidades, seu toque produzem em nós.

Estas sensações são de fato, pois o efeito dos feromônios dura, quando muito, 3 anos. Se, durante esse tempo, o casal não se deu a oportunidade de conversar muito e esforçar-se por conhecer a verdade sobre  outro, ao invés de se dedicar somente a encontros repletos de meiguice, mas com pouco conteúdo, o relacionamento tende a chegar ao fim.

Se, além disso tudo, o casal tem relações sexuais durante esse período, o efeito entorpecedor dos feromônios será duplicado, criando uma sensação fictícia de intimidade. O enamoramento não é nem de longe a melhor etapa para a entrega que a vida sexual e sobretudo matrimonial exigem dos dois.

Etapa romântica

Na fase romântica, o casal começa a dividir mais e, portanto, a conhecer-se bem melhor. Ao ir entrando no mundo da outra pessoa, dos seus costumes, ideias, características, habilidades etc., começam a surgir coisas que realmente nos atraem na pessoa, e não apenas em seu corpo.

Começamos a gostar aquilo que a pessoa é, e não unicamente o que ela costuma causar em nós.

Algumas das características que descobrimos no parceiro são verdadeiras. Podemos já ver alguns problemas, mas também porque pode haver ainda muita fantasia ou idealização. Por isso, é importante recordar que, nesta etapa, estamos apenas começando a conhecer a outra pessoa.

Junto à paixão dos feromônios, na fase romântica começa a aparecer a ternura, que busca chegar ao fundo da outra pessoa, para fazê-la sentir-se bem.

Contudo, vale lembrar que a etapa romântica ainda não é o amor. Ainda não conheço a outra pessoa tão bem para entregar-lhe as chaves da minha casa ou até a senha da minha conta bancária. Se isso é assim, então ainda é sinal de que ainda não estamos preparados para uma entrega total, como a que pressupõe a sexualidade ou o casamento.

O amor

O amor não é o arrebato que não vê nada e apaixonado dos enamorados. Muito menos a idealização dos românticos. O amor é a união profunda, a confiança profunda e o desejo de buscar em tudo o bem da pessoa amada.

Esta sensação surge quando se conhece o parceiro de verdade e se é feliz com o que se sabe dele. Então, nasce um impulso confiante de dar tudo de si e de receber tudo o que o outro é em troca.

Por isso, podemos afrmar que o amor é composto por 4 elementos:

O Conhecimento

Conhecer-se significa pelo menos que se sabe de onde você vem e aonde vai; sei como você reagiria se estivesse cansado, sob estresse ou alegre. Conheço grande parte dos seus defeitos e virtudes. E sei que você não é perfeito, assim como eu.

A aceitação

Admiro o que você representa. Gosto da sua aparência física e do seu jeito. Entre todas as pessoas que me atraíram, escolhi você. Não fico esperandovocê mude para amá-lo, eu o amo assim mesmo.

A Confiança

Sei que, em momento algum, você quer me prejudicar ou fazer mal. Posso lhe confiar minha saúde, meu dinheiro, meu futuro, porque sei do seu cuidado por mim.

Desejo de entrega

Ver você feliz me traz satisfação. Conheço suas aspirações e estou disposto a apoiá-las. Ofereço tudo de mim para querer seu bem, tanto material como sexual e emocional. Estou disposto a usar todas as minhas forças para acompanhá-lo e compreendê-lo.

Para quem possui fé, é claro que não há melhor definição de amor que a que Jesus nos deu: “Não há amor maior que dar a vida pelos seus amigos” (cf. João 15, 13). Assim, o amor deixa de ser apenas um sentimento e se torna uma ação constante de autodoação e entrega pelo bem da outra pessoa.

 

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