Como terminar um amor que nunca existiu?

Como terminar um amor que nunca existiu?
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A maioria dos relacionamentos que chegam ao fim, a pessoa que está deixando alguém para trás acaba fazendo de tudo para justificar porque está indo embora.

Porém, aquele que foi deixado recebe explicações que está sendo deixado e não se conforma de jeito algum com aquilo, mesmo com a melhor e mais clara explicação possível.

O mais difícil no fim de uma relação é admitir que tudo acabou. Daí resta a dúvida: Mas por qual motivo? Talvez pelos beijos não dados, de tantos momentos deixados pra trás, de tanto monólogo de ambas as partes, o amor não resistiu e chegou ao fim! Afinal…é tudo isso que o alimenta!

Ver também: Como superar traumas de relacionamento

Muitas vezes o amor assiste à própria morte. Algumas vezes, ele grita por socorro mas as pessoas ao redor parece que se fazem de surdas. Há pessoas que insistem simplesmente porque não querem admitir o fim e esperam o pior acontecer. Mas a vida não acaba quando morre um amor, não se preocupe.

Ela simplesmente passa por uma mudança que, como todas, é frequentemente dolorida mas que depois tudo melhora. Resistimos às mudanças porque temos medo do desconhecido.

O que geralmente acontece é que duas pessoas começam um relacionamento, as duas buscando se sentir bem, e ambas mantendo o outro como responsável pela forma como estão se sentindo.

É o famoso idealismo, o que faz com que o romance acabe em pouco tempo. Um culpa o outro e ninguém se sente feliz de fato. Nenhum amor acaba de uma hora para outra. Nem sempre percebemos os sintomas desse término, que avisa quando algo está indo em direção errada.

Estamos tão apaixonados, tomados pela sensação de, finalmente depois de tantos tropeços no caminho, estamos amando alguém intensamente.

Sabemos que algo está errado, mas, para não querer sair do mundo mágico, que estamos vivendo, ignoramos de propósito os sinais e quando tudo vem à tona, nos decepcionamos e ficamos sem saber como agir.

Não notamos os olhos distantes, a ausência, os silêncios. Fingimos que está tudo muito bem. Afinal, amamos tão profundamente e estamos tão alegres, que é insuportável pensar que a outra pessoa não esteja sentindo a mesma coisa por nós também e na verdade, isso tudo nunca existiu!

Como terminar uma relação em que eu não amo meu parceiro?

  1. Pense e analise os motivos do fim:Não tenha a conversa final sem respostas para as perguntas que virão a surgir, como: “O que fiz pra que isso acontecesse?”, “Porque não sou eu a pessoa que você escolheu amar?”, “Pode me dar mais uma chance, por favor, eu juro que farei diferente?”, “Mas a gente se ama, porque isso agora?”. Chegue já com as respostar na cabeça e mantenha sempre o pulso firme.
  1. Não estenda a conversa: Pense quanto tempo acha adequado para essa conversa (quarenta minutos é o suficiente na maioria dos casos) e avise que tem algum compromisso, para que não se estenda demais.

Muitas vezes a emoção do momento, lágrimas do(a) parceiro(a) podem fazer você voltar atrás e mudar de ideia. Mas ao se encontrar sozinho irá perceber que não queria ter voltado atrás e vai começar a planejar a próxima conversa e assim, todo mundo irá acabar se magoando. Não vale a pena para nenhum dos dois, prolongar essa dor, não é?

  1. Local correto: Não deixe seu(sua) parceiro(a) vulnerável e envergonhado(a). Mostre que pensou nele(a) nesse momento com respeito e em tudo que viveram juntos. Quanto menos público e com gente no lugar, melhor para os dois.
  2. Escolha o momento correto: Se você estiver certa(o) de sua decisão no dia de datas bastante comemorativas, espere um pouco mais. Não utilize datas especiais que possam marcar o dia com uma memória triste, ninguém merece isso, imagina se fosse você e se ponha no lugar. Além disso, se seu(sua) parceiro(a) teve um mal dia, reconsidere esperar mais um ou dois dias para ter a conversa com ele(a), caso contrário ele(a) poderá se sentir muito mal.
  1. Cara a cara, é sempre melhor: Contando que o relacionamento seja extremamente novo e que não tenha família e amigos envolvidos, sempre termine olhando nos olhos da pessoa na qual você teve algo por um tempo. Nada mais imaturo e frio que utilizar telefone e e-mail nessas horas. Não fuja dessa situação. Encare as lágrimas, as perguntas e as dúvidas e tenha sempre boas justificativas para que tudo fique bem esclarecido.
  1. Honestidade com sensibilidade:Não deixe que a outra pessoa fique dias imaginando os motivos. Nada de “você merece alguém melhor do que eu”, “eu não te mereço, sou um otário” ou “não vou te fazer feliz, não tenho essa capacidade”. Esses são razões para seu(sua) parceiro(a) identificar, e no caso, terminar com você antes que você termine com ele(a).

Diga os reais motivos de uma maneira respeitosa e amigável. Se não quer mais porque não se sente mais atraído(a), se não ama mais ou conheceu outra pessoa, diga que precisa pensar sobre, que não sabe se é isso que quer para você.

  1. Demonstre carinho:Mesmo que para você seja um alívio terminar o relacionamento, seja legal e carinhoso(a) nesse momento, lembre-se que ali está alguém que dedicou momentos de sua vida ao seu lado. Muitas vezes o outro não está esperando isso e vai levar um tempo para assimilar a ideia e ainda sim sentirá muito a sua falta. Nada de risadas, não faça cara de felicidade ou alívio.
  1. Não demonstre muito espanto:Rejeição é um sentimento difícil de assumir e suportar e por isso seu(sua) parceiro(a) pode ter reações exageradas demais, como chorar demais, brigar com você e até te agredir verbalmente e em alguns casos, tentar uma agressão física. Mas não reaja, não revide. Deixe a pessoa expressar o que está sentindo da maneira que for melhor para ela, apenas deixe claro que nada vai mudar sua decisão e que ela pode encarar de uma maneira adulta a situação, sabendo que todo esse sentimento ruim uma hora irá passar.

Caso escute frases do tipo: “você nunca vai encontrar alguém como eu”, apenas escute e também não revide. Tudo o que ela(e) quer é se sentir melhor e tentar reatar, provavelmente.

Todo mundo ama e se decepciona, é comum com todo mundo.

Concordamos ao afirmar que acreditamos no amor, não é verdade? Independentemente das experiências das quais cada um passa, da maneira como cada um buscou apender, construiu ou vivenciou, é impossível demais não acreditar nos efeitos do amor e no amor em essência.

Negar o amor ou desconhecer sua origem é tirar o tempero da nossa própria vida, é fazer da nossa existência uma desesperada e tediosa presença sobre os continentes. Não conseguimos acreditar que o ser humano possa viver sem amar e sem ser amado, é uma das tarefas mais difíceis que se pode existir.

Ninguém quer ser amado pelo que tem a oferecer, pelo que representa na vida de alguém, pelo que tem, pela sua beleza estética ou por sua ética montada. Nós queremos ser amados porque sentimos que é essencial, e por sermos quem somos.

Mas quando esta experiência é algo frustrante ou é sabotada em meio ao seu processo de iniciativo, então é mais fácil deixar de acreditar no amor e afirmar simplesmente que estamos diante de uma ilusão e sonhos psicodélicos, próprios de quem não conhece, e se conhece, finge não saber o quão baixo e maldoso pode ser o coração humano.

 

 

 

 

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