Mercado de beleza cresce em direção ao público multirracial

Mercado de beleza cresce em direção ao público multirracial
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Você se lembra da última vez que foi a uma loja de cosméticos ou entrou em uma loja virtual? Consegue se lembrar dos produtos voltados para o público em geral? Atualmente o mercado tem se expandido bastante, levando em consideração todas as mulheres que gostam de se maquiar.

Alguns grupos étnicos começaram a protestar há algum tempo quando notaram que não tinha muita variedade de produtos dedicados a eles, então a única saída do mercado de beleza foi começar a produzir mais itens, que pudesse atender as necessidades e os gostos de um público geral.

Foi através dessa ‘’luta’’ que começou uma reforma nas marcas, levando todos a pensar como seria importante aumentar as linhas, fazer propaganda e disponibilizar no mercado.

Por exemplo, há cinco anos era muito mais difícil encontrar produtos dedicados para todas as cores de pele, já hoje em dia é muito mais fácil, ou seja, a cada dia que passa, a cada lançamento e tendência estamos avançando mais.

Porém, se engana quem pensa que o mercado da beleza se resume apenas a maquiagem, pois existem muitos outros pontos que merecem destaque, como por exemplo, as passarelas.

Atualmente algumas modelos têm sido escaladas para participarem dos eventos, desfiles ou até mesmo fechar contrato com a agência, e o que há de diferencial nessas modelos é a diferença do ‘’padrão’’ que encontramos em todo lugar, ou seja, mulheres asiáticas e negras.

Ver também: Uso de maquiagem infantil pode oferecer riscos às crianças 

É claro que ainda não chegamos onde deveríamos estar, pois as agências chamam essas meninas em menor quantidade do que as outras, ou seja, há o progresso, mas com certeza não chegamos no ponto máximo, então dá para melhorar muito ainda.

As revistas, atualmente, contam com modelos de maquiagem de todas as etnias e valorizam bastante isso. Muitas revistas como a Vogue ou até mesmo as de marcas, que vendem cosméticos e roupas entendem a importância de ter sempre uma pessoa representando cada etnia ou grupo, pois assim todos têm vez.

Hoje em dia é comum abrir uma revista e notar que tem uma moça asiática usando um batom, uma moça branca e loira usando o lápis de olho, uma moça negra usando a máscara de cílios, e por aí vai, então isso quer dizer que estamos avançando a cada dia mais, dando lugar e espaço para pessoas que querem realmente estar no mundo da beleza e que antes dessa ‘’nova era’’ não tinham nem metade dessas oportunidades.

Os cabelos também têm sido algo bastante causador nesses últimos tempos. De 2015 para cá as mulheres cacheadas ganharam força e puderam assim se libertar da famosa ‘’ditadura da chapinha’’, como é chamada agora.

As mulheres negras que sempre escovaram e alisaram seus cabelos começaram a se aceitar assim e a incentivar que os cabelos naturais fossem usados no dia a dia

Uma cacheada inspirava a outra e assim as mudanças iam acontecendo, e em pouco tempo já era possível encontrar várias mulheres com cabelos bem cacheados e altos na faculdade, no trabalho, na igreja, e é claro que isso não demorou nadinha para chegar até as mídias; tanto a televisão (contando com programas, filmes e séries)

Como a internet (redes sociais e canais do YouTube sempre estão mais em alto nesses aspectos, quando se trata desses assuntos), que teve um grande apoio de muitas pessoas que amaram a nova ‘’tendência’’ e concordaram que as mulher deveriam mesmo se libertarem dessa ditadura de cabelo liso e o que deveriam fazer, seria simplesmente cuidar dos seus cabelos deixando-os bem naturais.

Qual foi o resultado disso? As empresas que fabricam produtos para cabelo começaram a estudar um novo tipo de clientes, e perceberam que seus produtos para cabelos cacheados nunca foram tão procurados como estava sendo.

A única coisa que essas marcas puderam fazer foi desenvolver uma linha completa para as cacheadas também, assim como tinham todas as outras mulheres que possuíam cabelo liso ou ondulado.

Marcas como Seda e Garnier Fructis foram muito solidárias com o movimento, assinaram embaixo sobre a causa e começaram com um grande projeto de produção, inclusive bem maior do que tudo que se imaginou naquela época.

Enfim, todos saíram ganhando: as clientes que estavam cada vez mais satisfeitas com os produtos comprados daquela marca e as empresas ligadas a esse negócio, que com certeza ‘’cansaram’’ de ganhar dinheiro com isso.

Agora, em Setembro de 2017 as mulheres têm mais voz para falar sobre os itens e cosméticos que mais gostam, além de conseguir uma comunicação mais próxima com a maioria das empresas, que consegue oferecer um contato através de redes sociais.

O mercado da moda também tem crescido em direção ao público multirracial.

Veja bem: Há alguns anos até as roupas e calçados eram mais limitantes, e embora você não acredite ou não pense desse forma, todas essas vestimentas era feitas pensando somente nas ‘’mulheres padrão’’ que chegavam na loja e compravam de acordo com seu perfil, mas ao ver o crescimento exacerbado de um público, até a moda teve de se adequar, se alinhar a outros tipos de beleza e pronto!

Algumas mulheres sentem que azul não combina muito com seu tom de pele, por exemplo, enquanto outras querem muito usar algo branco e realmente não podem, pois não gostam do branco com o branco (no caso a cor da pele), então a moda precisou mesmo se ajustar e fazer reformas em seus parâmetros.

As cores começaram a ser votadas e estão chegando cada vez mais no mercado, de acordo com as recomendações das clientes ou dos próprios estilistas que apenas abrem as portas e já recebem centena de pedidos, os quais com certeza ele irão atender.

A passarela está cheia de novas cores, tanto nas modelos, quanto nas maquiagens, quanto nas roupas, e parece que finalmente todos (ou a maioria) está se esforçando para entender tudo o que está acontecendo e como ocorrerá esse ‘’movimento’’ organizado pelo público multirracial como um todo.

A beleza deve ser para todos, e é impossível alcança-la se ela não for bem atendida, ouvida, e é claro, se ela não for inclusa no mundo fashion. O mercado realmente cresceu em direção ai público multirracial nos últimos meses e anos, mas há muito para mudar e tornar melhor.

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