O amor e os momentos de crise: como lidar com eles?

O amor e os momentos de crise: como lidar com eles?
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É muito simples dizer: façam as pazes e sigam em frente. Porém, o convívio de um casal é uma arte que deve ser aprimorada junto com uma personalidade em amadurecimento e que não se permite entregar ao seu pior, acusar o outro e fugir do crescimento pessoal. Em essência é na admiração mútua que um relacionamento tem alguma chance de prosperar.

Chamamos de crise tudo que sai fora de um padrão ou de uma rotina. No caso dos relacionamentos as crises existem porque, basicamente, as pessoas mudam todos os dias. Ninguém nunca é a mesma pessoa do dia anterior e nem sempre as mudanças são melhores para ambas as partes. Daí, começam as divergências. O que precisamos entender é que além da atração natural que sentimos, também têm estes outros fatores (diferenças e afinidades) que pesamos, conscientemente ou não.

Atitudes que ajudam a passar pelos momentos de crise

Deixe claro o que quer

É importante que você deixe seu parceiro a par de suas vontades e desejos. Algumas mulheres costumam acreditar que os homens adivinham o que elas querem e gostam, mas isso não é bem assim. Por isso, conte para seu parceiro o que você gosta e quer, não apenas espere que ele adivinhe em um passe de mágica. Assim, você torna o relacionamento mais prático e evita frustrações.

Ver Também: Como não se sentir insegura em um relacionamento

 Respeite as diferenças

É muito normal que entre duas pessoas haja interesses divergentes, sendo assim, seja flexível e encoraje também este tipo de atitude. É menos desgastante para um casal negociar entre ir ao teatro um dia e ao cinema em outro do que escolher apenas a atividade que um gosta mais. Porém, deixe claro seus próprios limites em relação a estas divergências de interesses.

Tenha vida além da relação

Durante o relacionamento, muitos casais acabam abdicando de suas vidas individuais para viver apenas em função do outro. Embora isso pareça muito interessante e gostoso a princípio, após algum tempo isso pode matar pouco a pouco a relação. Em vista disso, procure manter amizades fora do círculo do casal e sair com estes amigos sem o seu parceiro. Além disso, mantenha seus interesses próprios assim como era antes do relacionamento. Isso manterá você fiel à sua vida independente e a atração do seu parceiro por você.

Divirtam-se juntos

Se vocês já tem uma vida independente bem estruturada, mas ainda não fazem muitas coisas juntos, tentem encontrar um interesse em comum do casal, como um hobby para praticarem juntos. Esta é uma ótima forma de conhecer outros aspectos do seu companheiro e da relação, além do fato de estarem juntos em um momento que não é direcionado apenas ao namoro. Algumas sugestões de atividades a dois incluem atividades físicas, dança de salão ou ainda um trabalho voluntário.

Busque a harmonia

A harmonia no relacionamento é extremamente importante. Casais em harmonia se respeitam, confiam um no outro e isso gera uma admiração mútua. Para manter esta harmonia é imprescindível acreditar no seu parceiro e tentar ver suas atitudes da forma mais positiva possível. Assim, o casal permanece em um equilíbrio que se mantém mesmo após muitos anos de relacionamento.

Como lidar com as crises?

Detalhes silenciosos do amor

A maior parte das pessoas gosta de imaginar que ama por conta de grandes feitos, caráter íntegro e uma história fantástica. O ponto é que as origens daquilo que anima e sustenta o nosso amor por alguém segue linhas muito pouco nítidas. Certo dia um paciente me confidenciou com lágrimas nos olhos: “amo minha esposa com mais intensidade pela manhã, isso é normal?”

Não parecia razoável amá-la depois de tantos momentos juntos por conta de um detalhe que lhe parecia inexpresivo. No entanto o amor é assim, você pode amar mais o seu marido logo após ele fazer a barba e sentir que nenhum pêlo raspa no seu rosto. Seria muito fácil usar clichês como andar de mãos dadas, um abraço ou um beijo caloroso.

Mas de qual beijo específico você se refere? Aquele que pinga saliva pelos cantos com línguas se contrapondo como pugilistas no ringue ou aquele que quase toca o céu da sua boca delicadamente? Cada um tem sua pequena preferência silenciosa, nem mais banal e nem menos. Seria ofensivo até declarar isso para a pessoa amada, algo do tipo “te amo mais quando num dia frio me abraça pelas costas e encosta o nariz no meu ouvido”. Os radicais (e sempre chatos) diriam “então não me ama o resto do tempo?”. Como explicar essa sutileza do amor de forma lógica com algo que não tem muita lógica?

Analise as brigas

Certos casais brigam por conta de dinheiro, outros de companheirismo e outros ainda de sexo. É curioso notar que apesar do conteúdo das brigas ser bem diferente de casal para casal a base é a mesma: o pensamento de escassez. A natureza das brigas revela algo de diabólico nos dois, eles revelam todo aquele amargor que estava embutido numa gentileza ou em algo que cederam a contragosto.

Nisso habita o inferno, a gentileza normalmente não é genuína, mas uma barganha afetiva. A pessoa dá esperando receber, e ainda mais, do jeito que idealizou receber. A guerra dos sexos sempre existirá pois homens e mulheres se comunicam de jeitos diferentes. Mas o que há em comum entre os gêneros é que  nenhum deles exercita a doação realmente expansiva. Aquela que tem tanto para si que se derrama sobre o outro sem mesquinhez.

Se você dá algo de si mesmo o faz porque quer e foi bom, e fique quieto. Na hora da crise as pessoas costumam revelar sua natureza sombria e cobram coisas aparentemente esquecidas ou levantam acontecimentos que já tinham sido solucionados.

Nessa dança da vida nenhum dos dois cresce para além dos limites que se impuseram. Ele não pode ser feliz além dela e ela não pode de deliciar para além dele. A felicidade foi enclausirada na relação. Criaram laço para amarrar o outro e não enfeitar.

O que a sua última briga de casal revelou sobre vocês que tem medo de olhar?

 

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