O tipo de amor que marca um cristão (Imperdível)

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O Amor nos Relacionamentos Cristãos

 

Por que o Grande Mandamento nos instrui a amar a Deus em primeiro lugar, os outros em segundo lugar? Porque esta é a ordem em que o próprio Deus ama. O amor de Deus não começou em Gênesis 1: 1. É eterno, existindo antes da criação, tendo encontrado expressão eterna dentro da Trindade. Não requeria nenhum objeto fora da Divindade. Nós amamos, porque ele nos amou primeiro. Ele nos ama, tendo primeiro e eternamente amava a si mesmo.

 

O amor-próprio nem sempre é louvável nos seres humanos. Embora amar a nós mesmos com precisão seja bom e até necessário para amar o próximo, a Bíblia também fala à categoria negativa daqueles que são “amantes de si mesmos” (2Tm 3: 2).

 

Todos nós conhecemos pessoas que rotularíamos como egoístas, aqueles que pensam em si mesmos mais do que deveriam. O egoísmo é uma impossibilidade para Deus. Ele é irrepreensivelmente um amante de si mesmo, sendo o único digno do amor total.

 

Para Deus não amar a si mesmo seria irracional. O valor de Deus é infinito, tornando-o digno de receber amor próprio infinito, assim como a adoração e veneração sem reservas de tudo na criação. É impossível para qualquer um, inclusive Deus, amar demais a Deus.

 

Mas é possível amarmos muito o amor de Deus. Fazemos isso quando enfatizamos o amor de Deus à custa de seus outros atributos. O pecado pode nos levar a amar uma versão de Deus que não é precisa. Essa é a definição básica da idolatria, um amor desordenado. Ironicamente, uma das formas mais comuns que nossa idolatria toma é o amor desordenado do amor de Deus.

 

A ênfase excessiva do amor de Deus é evidente em não-cristãos. Eles podem conhecer muito pouco da Bíblia, mas muitos sabem e são rápidos em citar o truísmo de que “Deus é amor” (1 João 4: 8). A declaração “Meu Deus é um Deus de amor” frequentemente tem como subtexto a idéia de que seu amor o impede de agir em ira ou justiça, ou de qualquer forma que não se encaixe em nossas concepções humanas de amor.

 

O amor de Deus é ao mesmo tempo sagrado e infinito, o que significa que todas as suas ações são amorosas, mesmo quando não podemos percebê-las assim.

Mas o amor de Deus é ao mesmo tempo sagrado e infinito, o que significa que todas as suas ações são amorosas, mesmo quando não podemos percebê-las assim.

 

Não apenas todas as suas ações são amorosas, mas tudo o que ele retém ou impede de fazer também é amar. Quando Deus age nas Escrituras de maneiras que percebemos como desamorosas, o problema não é com suas ações, mas com nossa perspectiva limitada. Quando suportamos dificuldades ou perdas, podemos ser tentados a questionar se Deus nos ama.

 

É por isso que a Bíblia toma tanto cuidado para nos lembrar que dificuldades e perdas são esperadas nesta vida. Dificuldades e perdas são agentes de separação, mas nada pode nos separar do amor de Deus em Cristo.

 

É alto e longo, largo e profundo, e se fixarmos nossos olhos nele, talvez possamos ser capazes de começar a entender um pouco disso mesmo nesta vida.

 

E quando o compreendemos, podemos então pressioná-lo contra nosso vizinho.

 

Amor sem limites

 

Uma vez que reconhecemos que o amor que Deus nos concedeu não é meramente uma emoção, mas um ato da vontade, somos forçados a reavaliar como amamos os outros. Especificamente, devemos reavaliar nossas categorias. Não podemos mais analisar nossos companheiros humanos nas categorias de “amável” e “não amável”.

 

Se o amor é um ato da vontade – não motivado pela necessidade, não medindo o valor, não exigindo reciprocidade -, então não existe tal categoria como “não amavel”. Isto é o que Jesus ensina na parábola do bom samaritano.

 

Quando o advogado procura qualificar o significado do Grande Mandamento, perguntando: “E quem é o meu próximo?” (Lucas 10:29), Jesus responde com uma história sobre um homem que demonstra amor ao “não amável”. é claro, uma história sobre si mesmo – e uma história sobre todos nós que receberam resgate em suas mãos. Como a parábola tem o cuidado de ilustrar, é um resgate dispendioso e inoportuno, um resgate inesperado, concedido a um destinatário indigno.

 

Amor, não importa o custo

 

O custo do ágape é evidente na cruz. Assim, aqueles que decidem tomar a sua cruz resolvem amar como Cristo amou, de uma maneira dispendiosa.

 

Quando começamos a seguir a Cristo, decidimos amar a Deus mesmo que isso nos custe. E isso nos custa – nos custa nosso orgulho, nosso conforto, nossa vontade própria, nossa auto-suficiência. Às vezes, nos custa relações amigáveis com a família, nossa expectativa de segurança e muito mais. Mas ao colocá-las de lado, aprendemos o valor do objeto de nosso amor de um modo mais profundo.

 

Encontramos cada vez mais liberdade e, à medida que amadurecemos, decidimos amar a Deus, não importando o que nos custa.

 

Quando começamos a seguir a Cristo, resolvemos amar o próximo mesmo que isso nos custe. E isso nos custa – nos custa nossas preferências, nosso tempo, nossos recursos financeiros, nossos direitos, nossos estereótipos.

 

Às vezes, nos custa a nossa popularidade, respeito e muito mais. Mas ao colocá-las de lado, aprendemos o quebrantamento do objeto de nosso amor de um modo mais profundo. Encontramos crescente empatia e, à medida que amadurecemos, decidimos amar o nosso próximo, não importa o que nos custar.

 

Este é o tipo de amor que marca os crentes como distintos do mundo. Qual é a vontade de Deus para a sua vida? Que você ama como você foi amado. Quando se deparar com uma decisão, pergunte-se: que escolha me permite crescer em ágape para Deus e os outros? E então escolha de acordo com sua vontade.

 

Recomendamos o livro Em sua imagem de Jen Wilkin, cujo objetivo é explorar dez atributos de Deus que os cristãos são chamados a refletir, ajudando os leitores a descobrir liberdade e propósito em se tornar tudo o que Deus os fez para ser.

 

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