Quais são os riscos de um relacionamento aberto

Quais são os riscos de um relacionamento aberto
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Um relacionamento aberto é quando as duas pessoas que fazem parte do relacionamento concordam em ficar juntas, porém ambas podem sair com outras pessoas, ou seja, eles concordam que podem ter relação sexual e até romântica com outros.

Embora para muitos possa parecer algo moderno que realmente pode funcionar, já que a cada dia essa prática aumenta entre as pessoas, existem alguns perigos que devem ser levados em conta na hora de aceitar um relacionamento aberto.

Riscos e problemas do relacionamento aberto

1.  Sentimentos 

Mesmo com tudo acordado entre ambas as partes, as pessoas não podem controlar os seus sentimentos, e neste caso embora o ciúme seja um dos principais vilões, existem outros sentimentos que podem tomar conta da pessoa, como medo, raiva, inveja, tristeza, etc.

Estar em um relacionamento aberto, também conhecido como poligâmico, significa confrontar os limites de seus relacionamentos, e isso pode ser uma maneira muito fácil de começar a se comparar com a outra pessoa que também faz parte da vida do seu amado.

Você pode se sentir bem em algum aspecto com o relacionamento do seu parceiro com sua outra amante, e, em seguida, bum, você está emocionalmente sobrecarregada.

Ver também: Quais são os maiores problemas em um relacionamento?

2. Às vezes é necessário um teletransporte 

Sempre acontece de você ter dois eventos ao mesmo tempo, como o aniversário de alguém no mesmo dia da apresentação da banda do outro, ou pior, um deles está com o coração partido e precisa de atenção, enquanto o outro quebrou o carro e precisa da sua ajuda.

É impossível estar em dois lugares ao mesmo tempo, e por mais que tente, sempre acabará machucando um dos dois.

Por isso, na hora de escolher fazer parte de um relacionamento aberto, é importante ter em mente essas coisas, e saber que em algum momento terá que escolher apenas uma pessoa para dar atenção e estar junto.

3. Programação

Pergunte a qualquer pessoa que vive de maneira poligâmica o que elas menos gostam a esse respeito, e escutará um coro falando “programação”.

Tentar manter a logística da vida social com todos muitas vezes é um pesadelo, principalmente quando o outro só fica feliz com você por perto.

Como no problema acima, estar disponível para todos às vezes é muito complicado, e pode te cansar e desgastar, inclusive quando os eventos ou lugares de encontros não são tão próximos um do outro, ou da sua casa.

4. O espião

É muito difícil encontrar alguém que faça parte ou já fez parte de algum relacionamento aberto que garanta com toda sinceridade que nunca sofreu por ciúmes, ou com os ciúmes de alguém.

Muitas vezes, você pode não sentir ciúmes, porém um de seus parceiros poderá se tornar um certo “espião” e começar a reclamar de que você passa mais tempo com o outro, dar mais atenção para a outra pessoa, etc.

Isso com certeza será um grande problema, principalmente se você se importa com essa pessoa, e pode acabar desgastando não só a relação de vocês dois como com os outros.

5. A perda

Amar outra pessoa significa sofrer com a perda. Vidas e relacionamentos mudam, as pessoas crescem, se separam, afastam-se ou evoluem para necessidades e caminhos diferentes.

Um  relacionamento aberto pode ser mais propenso a acabar do que um monogâmico, já que envolve mais pessoas, e muitas vezes, quando um deles termina com outra pessoa, pode afetar os outros relacionamentos, principalmente os que envolvem a pessoa que foi deixada.

Perder alguém, terminar um relacionamento, nunca é algo fácil, mesmo se tratando de relacionamentos abertos. Pode ser ainda pior, já que são mais de duas pessoas envolvidas.

6. Preconceito

Ser poligâmico, ou seja, viver um relacionamento aberto, significa estar à margem do que a sociedade considera “normal”.

Mesmo se você tem um trabalho onde não julgam seus relacionamentos e seus amigos pessoais e familiares aceitam as suas escolhas, ainda pode ser difícil.

Seus relacionamentos não fazem parte da cultura popular, os ideais sociais são todos construídos em torno da monogamia e até mesmo no melhor cenário, onde todos que você ama plenamente aceitam as suas escolhas, você ainda tem que dar explicações a respeito delas.

Quando você opta por este tipo de relacionamento e decide deixar isso claro para todos, e não ter que se esconder, tem que estar preparada para lidar e lutar contra o preconceito, e até estar disposta a quebrar paradigmas seculares.

7.  A proposta

 Por último, porém não menos importante, um dos grandes perigos é literalmente aceitar estar em um relacionamento aberto.

O ideal é que a pessoa analise muito bem os problemas citados a cima, e não veja isso como uma forma do seu parceiro ser infiel sem se sentir culpado, afinal esta é uma maneira de relacionamento, por isso supostamente, se ambos concordaram, não há infidelidade.

Aceitar ser parte de um relacionamento aberto requer que a pessoa esteja preparada e tenha certeza da sua escolha, pois não poderá sofrer muito ao saber que seu parceiro, por exemplo, sai com outras pessoas.

O que pode manter a chama acesa entre você e seu parceiro em um relacionamento aberto

1. Mantenha suas amizades 

Seus amigos trazem à tona diferentes aspectos de sua personalidade que autenticamente te representam, e que evitam que você se perca no seu relacionamento.

Bons amigos também oferecem atributos distintos às nossas vidas. Isso se contrapõe à pressão irreal que colocamos em nós mesmos de termos tudo vindo apenas de uma pessoa ou um relacionamento.

2. Expanda seu mundo; faça novos amigos; tente coisas novas

Pesquisas mostram que ter muitos amigos próximos adiciona anos à sua vida. Quando parceiros encolhem seus mundos para se acomodarem, o relacionamento sofre. Conheça os amigos de seu parceiro e faça-o conhecer os seus. Tentem atividades novas juntos e estejam abertos aos interesses um do outro.

3. Continue sendo a pessoa que era antes do seu relacionamento 

Quando você começa a ceder aspectos de seu ser, você para de ser a pessoa por quem seu parceiro se apaixonou. Quando você se molda para se adaptar a ele, mesmo se ele pediu ou não, você perde sua vitalidade e seu relacionamento sofre.

4. Permita que seu parceiro mantenha os amigos dele (não importa o gênero)

Quando você restringe os movimentos de seu parceiro, ele vai começar a se ressentir de você, e pode se tornar menos direto para evitar lidar com sua reação.

Seu parceiro precisa manter seus amigos pelos mesmos motivos que você precisa manter os seus. Ao deixar seu parceiro livre, você se certifica de que é a escolha “real” dele.

Você não quer que alguém fique com você por obrigação, culpa ou medo. Você quer que seja porque ele te ama (e confia em você) por quem você é e porque você o ama pela mesma razão.

5.  Não minta para seu parceiro, nem por omissão

 Isso quer dizer para não participar de atividades com outros homens ou mulheres sobre as quais não quer falar para seu parceiro. Mentir pode parecer uma autopreservação no momento, mas a longo prazo isso só vai te distanciar.

Quando as pessoas descobrem que foram enganadas por alguém que amavam, elas perdem qualquer confiança na pessoa, o que leva a um ciúme elevado, tentativas de controle ou rejeição.

6. Não fale de problemas no relacionamento com outros potenciais interesses amorosos

 Usar alguém que não é imparcial como confidente não é inteligente e pode distanciar você de seu parceiro.

7. Não use o contato com outras pessoas para fazer ciúmes no seu parceiro

Isso é uma forma de manipulação. Mesmo que consiga a atenção dele, ele pode se ressentir de você por isso e ter menos apreço por você a longo prazo.

8. Não crie falsas expectativas em outros que podem estar interessados em você

Seja clara nos seus limites. Se não for, as expectativas do seu “amigo” podem levar seu parceiro a se sentir ameaçado desnecessariamente.

9. Não transforme seu parceiro em um pai

Onde você pede a ele permissão para sair ou fazer algo sozinha, por exemplo. E por sua vez, não limite seu parceiro ao impor muitas restrições a suas ações.

Isso cria uma dinâmica pai-filho de desigualdade no seu relacionamento que terá um efeito cascata. Se seu objetivo é curtir um relacionamento rico e sustentável, é essencial manter a igualdade, honestidade, respeito e individualidade.

E, em muitos casos, essas características podem existir entre casais que decidiram por um relacionamento aberto ou monogâmico.

O colunista de sexo Dan Savage provocou controvérsia ao falar de expectativas irreais ou não naturais que impomos a relacionamentos monogâmicos, sugerindo até que, em alguns casos, “a não-monogamia pode fortalecer um casamento”.

Ainda assim, para isso ser possível, Savage destacou a importância inegociável da honestidade e sinceridade. Em uma entrevista para o NPR, Savage disse que “para um relacionamento aberto funcionar adequadamente, sem brigas nem lágrimas, ambos os envolvidos têm de concordar com uma série de regras”.

Sejam quais forem estas regras para um casal, se for insistir na monogamia ou abrir certas exceções, eles é quem devem decidir. O que importa é que uma vez que se decida e se concorde com os termos no relacionamento, devemos manter estas decisões.

Com isso, oferecemos ao nosso parceiro e a nós mesmos um certo grau de liberdade e respeito como indivíduos separados que somos.

Estamos, então, livres para amar nossos parceiros por quem eles são, não como extensões de nós mesmos ou pessoas que devemos controlar, vigiar e suspeitar.

Quando duas pessoas em um casal aceitam e apreciam a singularidade e independência de cada um, elas frequentemente se surpreendem com como se entendem melhor. Quando desistimos de algum controle, ganhamos muito mais do que perdemos.

 

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