Qual a diferença entre escolher amar alguém ou apenas se apaixonar

Qual a diferença entre escolher amar alguém ou apenas se apaixonar
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Muitas pessoas acreditam que amar e se apaixonar são sentimentos iguais. Essas pessoas costumam até a afirmar de uma forma bastante errada que ama uma determinada pessoa, quando na verdade o sentimento é apenas de paixão.

Na verdade, amar alguém e apenas se apaixonar são situações bastante diferentes e não devem jamais ser confundidas. Se você deseja entender melhor a diferença entre amar e se apaixonar e descobrir se você está sentindo amor ou apenas paixão pela pessoa amada, confira a seguir!

Ver também: Qual a diferença entre escolher amar alguém ou apenas se apaixonar 

A diferença entre escolher amar e se apaixonar

1 – A paixão é um sentimento hormonal

Pode acreditar, pois a paixão sempre surgirá primeiro, portanto ela é hormonal. Podemos então estar apaixonados por várias pessoas ao mesmo tempo, sem que isso possa nos prejudicar ou fazer mal.

Você se apaixona por um ator na televisão, por um ídolo musical, por um professor. Enfim, a paixão pode acontecer a qualquer momento e você pode se sentir assim por qualquer pessoa que esteja ao seu redor, pois a paixão é um sentimento produzido pelos seus hormônios, seu corpo decidirá por quem você irá se apaixonar ou não.

A paixão aparenta ser um sentimento inalcançável, claro que sem que nos machuquemos, e ela sempre acaba depois de um tempo.

Para definir melhor, é fácil dizer que a paixão é como ciclo de vida, pois ela nasce, cresce chega ao auge e então acaba desaparecendo, ou então simplesmente evolui para amor. Quando nos apaixonamos ocorre uma enorme explosão de hormônios que trazem consigo toda aquela sensação de bem estar.

A dopamina, o estrógeno a ocitocina e a testosterona, são hormônios responsáveis pelo estado onde acabamos colocando as pessoas em um pedestal, nos tornando capazes de fazer as maiores loucuras por amor.

Também é importante lembrar das áreas do cérebro que se ativam em uma pessoa apaixonada, que são as mesma que ativam quando uma pessoa consome drogas ilícitas.

E é exatamente quando as áreas do cérebro que alertam a respeito do medo e dos riscos, além também do pensamento crítico acabam sendo desligadas, tudo isso durante o período em que estamos apaixonados.

E é exatamente por isso que se apaixonar é considerada uma espécie de droga, pois a pessoa por quem nos apaixonamos para nós aparece apenas como única e perfeita.

2 – O amor vem com o tempo

O amor não é um sentimento que acontece de cara, ele costuma vir com o tempo. Portanto, de alguma forma é errado dizer que o amor à primeira vista existe, pois você apenas começa a amar alguém conforme vai conhecendo a pessoa melhor e mesmo que você saiba que essa pessoa possui defeitos, você simplesmente aprende a aceita-los com o período da convivência.

Isso é amor. Quando você aprende a aceitar os defeitos do seu parceiro, quando você conhece seu parceiro até esse ponto e ainda assim quer ter ele ao seu lado. Com a paixão acontece exatamente o contrário, quando você se “desapaixona” passa a ver a realidade da outra pessoa, o que pode acabar sendo bastante decepcionante.

Mas, o amor é um sentimento que exige ser constantemente cultivado, e o amor se cultiva com atitudes carinhosas com seu parceiro.

O amor depende dessas atitudes para se fortalecer, você dá amor ao seu parceiro e ele retribui esse amor da mesma forma, alimentando ambos os sentimentos.

Mas, quando você dá amor ao seu parceiro e não o recebe de volta, com o tempo todo esse sentimento vai diminuindo, e isso acontece porque o amor não está sendo cultivado, logo você perceberá que já não sente mais vontade de permanecer nesse relacionamento e o mesmo acontece se for ao contrário, se seu parceiro lhe dar todo amor que tem e não o recebe em troca, com o tempo todo amor que ele for te dando vai diminuindo até que se acabe.

3 – A paixão tem prazo de validade

De acordo com diversas pesquisas cientificas, a paixão tem um prazo de validade e isso costuma acontecer para o nosso próprio bem. Sabe por que?

Imagine uma situação em que você se apaixone por alguém e acabe não sendo correspondido, imagina se você não pudesse se libertar de uma maneira hormonal desse sentimento que não é correspondido?

A quantidade máxima de tempo em que nos mantemos apaixonados é de pelo menos dois anos, e até que esse período de tempo termine, os níveis dos hormônios da paixão começaram a cair e você já passou a ver a pessoa que tanto desejava com outros olhos.

Ou você simplesmente acaba desencanando, partindo para outra paixão ou partindo para viver um momento sozinha, ou você pode até evoluir essa paixão para um sentimento ainda mais complexo: o amor.

Mas, amar alguém é uma escolha enquanto apaixonar-se não. Ou seja, com relação a paixão nosso corpo é quem decide quando ela deve acontecer e por quem ela irá acontecer, assim também como o corpo também é o responsável por decidir qual é o momento exato para desapaixonar dessa pessoa.

4 – Amar é uma escolha

Nós escolhemos quem nós iremos amar. Assim que o sentimento da paixão sai e nos tira todo aquele efeito da cegueira, quando começamos a ver a pessoa com quem estamos ou por quem estamos tendo interesse com um olhar totalmente diferente.

Esse olhar costuma ser muito mais realista, fazendo com que possamos perceber que a pessoa é totalmente diferente de nós, com opiniões diferentes, decisões diferentes…

E é exatamente nesse momento em que você consegue finalmente fazer uma escolha: você se torna capaz de decidir ser capaz de lidar com tudo isso relacionado a outra pessoa, ou seja, se você realmente consegue aceitar essa pessoa como ela é e dá continuidade ao relacionamento ou não.

Isso é amor, mas o amor também pode acabar se transformando em uma doença quando simplesmente não conseguimos fazer escolhas e acabamos deixando tudo para trás com o fim do relacionamento.

Querendo ou não, o amar ou o se apaixonar, seja qual for, ambos são feitos de escolhas e essas escolhas são feitas por nós!

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