Razões pelas quais os casais mais brigam quando têm filhos

Razões pelas quais os casais mais brigam quando têm filhos
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O número de casais que tem optado por não ter filhos é crescente. Essa tomada de consciência é altamente benéfica para o planeta, para a sociedade e até mesmo para os relacionamentos. Mas se não for o seu caso, é sempre bom refletir sobre como evitar desentendimentos e manter a família unida.

A chegada de uma criança precisa ser muito bem planejada e bem quista. E, no geral, o primeiro ano de vida de um bebê é crucial para determinar se o casal é capaz de permanecer junto ou não. A chegada do filho muda completamente a rotina que foi estabelecida anteriormente, alterando aquele estilo de vida.

Diante disso, saber gerir os conflitos é fundamental para que o casal não brigue e se fortaleça. Por essa razão, hoje reunimos os motivos mais comuns que levam à brigas quando as crianças chegam. Se você tem filhos ou pretende ter, preste atenção e tome nota.

1. A divisão desigual das tarefas

Por conta da amamentação, o bebê tende a ficar mais tempo com a mãe nos seus primeiros meses de vida. Até aí tudo bem. Porém, a alimentação não é a única responsabilidade a ser considerada.

Quando um dos parceiros passa a ficar sobrecarregado com os cuidados em torno da criança, as brigas começam a aparecer com mais frequência. A participação do marido e da mulher precisam ser equilibradas em todas as fases de desenvolvimento de seus filhos.

Se apenas um dos parceiros está saindo de casa e se divertindo, o outro ficará exausto e irritado. Se ambos trabalham, a divisão de tarefas precisa ser o mais igualitária possível. E a divisão do descanso também.

Para manter a individualidade, ambos precisam de um tempo somente para si, em que o outro assuma toda a responsabilidade. E para manter a intimidade, quando o bebê estiver dormindo ou sob o cuidado de terceiros (familiares ou babá) o casal também precisa de momentos a sós para se curtir e manter seus laços.

2. A imposição de regras e limites à criança

Diferentes pontos de vista sobre a rigidez com a qual a imposição de regras e limites vai ser colocada para a criança também gera brigas entre casais. A correção é, sem dúvida, importante. Mas deve ser combinada previamente por ambos.

O diálogo é o melhor amigo de qualquer relacionamento. Converse sobre esse tipo de situação antes mesmo de a criança nascer. Se não foi feito, então reavaliem suas posturas juntos. Nunca é tarde para recolocar as coisas nos eixos.

3. A falta de um planejamento financeiro

Com ou sem filhos, a falta de dinheiro abala relações amorosas. Os gastos só aumentam com a presença de mais um integrante tão indefeso na família. E assim será pelas próximas duas décadas depois do nascimento, pelo menos.

Para evitar desentendimentos, elaborem juntos uma planilha mensal com receitas e gastos. Considerem o montante que vocês têm, suas despesas mensais e deixem uma margem para débitos inesperados.

Além disso, para a vida econômica da família ficar ainda mais saudável, o ideal é poupar pelo menos o mínimo de 10% da renda. Se vocês não se precaveram e não tiveram esse tipo de planejamento antes da chegada dos filhos, comecem o quanto antes.

4. O excesso de interferência externa

A presença de familiares e amigos, quando um bebê chega, é constante. Todos querem visitar e participar daquele momento tão especial na vida do casal. Só que a presença dessas pessoas, se for exagerada, pode resultar em brigas também pois tira a sua privacidade.

Desde o início, imponham limites para ambas as famílias para nenhuma se considerar em “desvantagem” de preferência. Mais uma vez, conversar é a melhor coisa que você e seu parceiro podem fazer para solucionar eventuais crises.

Só que não basta conversar entre vocês. Um bate papo com as pessoas que estão exagerando na dose (leia-se nas visitas) é fundamental. Pode parecer desafiador, mas com o tempo você perceberá que valeu a pena. Fale com respeito e carinho e certamente será compreendida.

5. A disputa pelo afeto da criança

Parece até exagero, mas é muito comum de acontecer isso. O pai e a mãe ficam disputando a semelhança, trejeitos e até mesmo o afeto do filho. Cuidado com esse tipo de competição, pois ela não é saudável caso passe dos limites.

Ainda que tenhamos certos modos de forma inconsciente, observe sua própria postura. Não haja com insegurança e forme um vínculo sem ciúmes ou dependência emocional. Isso diminuirá as desavenças.

6. O impacto na vida sexual do casal

A chegada de um bebê muda a rotina sexual de um casal, não podemos negar. O tempo para curtir a intimidade fica cada vez mais curto, sem falar que pode ser interrompido por choros inesperados.

De qualquer forma, invista no relacionamento entre você e seu parceiro. Se esforce para que possam transar e curtir a presença um do outro. Sem isso, as brigas e mágoas podem se tornar crescentes, pois estarão criando um abismo entre vocês.

7. A presença da criança no quarto

Dando continuidade ao item anterior, a presença da criança no quarto do casal é um assunto complicado. Quando ainda é bebê, ter o bercinho por perto é bom para manter um controle efetivo e facilitar seu trabalho.

O problema é quando a criança vai crescendo e o hábito de dormir com os pais permanece. Nada de cama compartilhada, o casal precisa de privacidade.

8. As visões diferentes sobre a educação da criança

O último mas não menos importante item diz respeito à educação dos filhos. Já falamos sobre a imposição do limites, mas vamos ir mais além. Afinal, também precisamos considerar a educação formal e a escolha da escola que a criança vai frequentar.

O momento em que ela deve começar a ir para a escola nos primeiros anos de vida é motivo de discordância entre os pais. A escola que frequentará quando for maior também. Por isso, dialoguem com calma e ponderem juntos sobre isso.  Por hoje é só. Conte o que você achou sobre essa lista na área dos comentários. Até mais!

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