Reconquiste seu relacionamento e deixe-o livre das crises

Reconquiste seu relacionamento e deixe-o livre das crises
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É algo praticamente impossível, mas com certeza podemos amenizar, e muito, os sintomas deixados por essas crises se aprendermos a lidar com elas no dia a dia.

Em todo relacionamento elas sempre estarão presentes, quer seja de ordem afetiva, emocional, financeira, comportamental, enfim, todo tipo de crise pode aparecer e vir a afetar a vida a dois.

Ver também: Porque ele mudou depois do casamento?

O que devemos fazer nesses momentos

O mais sensato é parar, respirar e analisar onde está a origem do problema. Feito isso, o segundo passo é avaliar as causas do problema e onde está sua origem. Sim, porque muitas vezes o problema encontra-se em nós mesmos e o projetamos na outra pessoa em questão.

É um erro? Sim, e grave, mas quem não erra? Mas para tudo se dá um jeito. Caso você perceba que o problema está em você e não no outro, já é um grande passo dado a caminho da solução. Vista-se de humildade, peça perdão, quantas vezes forem necessárias e mude de comportamento.

Feito isso, a tendência é a situação melhorar. Agora, caso o problema esteja no outro, tente entendê-lo e trazê-lo pra realidade. Não há nada que não se resolva com palavras certas em momentos certos.

O que devemos evitar, sempre, é agir com a cabeça quente e com dúvidas fervilhando na mente. Dessa forma nunca conseguiremos nada de positivo. Temos que pensar também que a perfeição não existe e por isso mesmo devemos estar sempre prontos a entender os nossos erros e os erros de quem está conosco.

Relaxar e respirar fundo várias vezes, é um ótimo remédio para esse mal tão frequente em nosso cotidiano. Vamos espantar as neuras e procurar viver de maneira sadia e feliz, mesmo porque, sabemos que dividir a vida com alguém que amamos é ótimo, mas não é nada fácil. Problemas sempre existiram e sempre existirão.

Dicas para melhorar e manter seu relacionamento sem crises

MUDANÇA REPENTINA DE ESTADO DE HUMOR

Grande parte das discussões parecem começar sem razão aparente significativa, mais parecendo lutas entre egos. Provavelmente já lhe aconteceu ter um período muito bom com o seu parceiro, tudo corre como imaginado, excelente empatia e compreensão.

Mas, como todos sabemos o dia tem 24 horas e muitas coisas sucedem nesse intervalo de tempo, pequenas trocas de ideias que não coincidem, pequenos interesses que diferem, incapacidade de atender às necessidades do outro e assim sucessivamente até que o nosso estado interno se altera, passamos para um estado não colaborativo e aquilo que tínhamos falado, sentido e vivido à momentos atrás, transforma-se no pior dos nossos pesadelos. Inicia-se então uma discussão acérrima entre egos.

A VERDADE

Antes de abordar as formas como se pode ultrapassar a argumentação, desacordos, e lutas numa relação, vamos ponderar o que acontece quando nos encontramos neste estado de desconforto. O que apresento em seguida é aquilo que provavelmente você já viveu quando está num padrão de argumentação.

  • Fazer a birra de criança: em determinada altura da discussão, um dos dois está calmo, enquanto o outro torna-se numa criança. Essa pessoa torna-se irracional, extremamente emocional e defensiva. Diz coisas das quais se irá arrepender mais tarde.

Assim que aquela “criança” pare de se expressar, pouco a pouco irá ficando mais calma, verificando-se depois um fenómeno extraordinário. Os papeis invertem-se e o outro torna-se agora a criança com birra.

  • Atenção, apreciação, reconhecimento– Quando se entra no modo de criança com birra, estamos à procura de atenção, apreciação e reconhecimento. O nosso estado emocional tem a sua raiz na necessidade que temos de procurar reforço para aquilo que é importante para nós.
  • Egoísmo e auto-centramento– quando a nossa birra de criança se expressa, tornamo-nos egoístas e auto-centrados. Não conseguimos entender porque razão o nosso parceiro não percebe o nosso ponto de vista.

Quanto mais nos esforçamos, menos o outro consegue estar sensível aquilo que nos está a aborrecer. Neste estado, não conseguimos colocar-nos no ponto de vista do outro, não levamos em consideração os seus sentimentos, e esquecemo-nos que ele também está magoado e sofre com a situação.

  • Mentalidade de vítima– quando estamos neste estado, sentimo-nos como vítimas. A nossa mente foca-se nas evidências que suportam a nossa história de vitimização.

A mente é ávida em construir histórias coerentes, e quando nos encontramos num estado de incapacidade, vamos arranjar tudo o que nos for possível para justificar aquilo que estamos a sentir, necessitamos de sentir que existem razões para estarmos a comportarmo-nos daquela maneira.

Assim sendo a outra pessoa parece-nos a que não está a ser razoável. Sentimo-nos magoados, e vemos cada vez mais razões para a nossa dor.

Pode-se dizer que num determinado grau de inconsciência, passa-se a gostar daquele cenário, pois de certa forma gostamos da dor que sentimos, dado que permite-nos representar na perfeição o papel de vitima. Alimentamos os nosso medos e receios de que a vida é feita de relacionamentos dolorosos e que ninguém nos entende.

  • Certo e errado– superficialmente, a batalha pode definir-se ao conjunto de argumentos que confirma quem está certo. Um dos parceiros acredita ter razão e que o outro está errado.

O desacordo, rapidamente transforma-se numa batalha de egos. Tem-se uma forte e urgente necessidade de provar ao outro que estamos certos.

  • Emoções engarrafadas– no papel de criança com birra vai-se expressando os pensamentos auto-centrados que invadem a mente. As emoções engarrafadas na cave da nossa mente são a causa desses pensamentos, que na verdade na grande maioria das vezes não estabelecem qualquer tipo de relação com a situação que se está a desenrolar.

Todos transportamos em nós algumas emoções que estão comprimidas, não se manifestando nas situações normais do dia-a-dia, e por este mesmo motivo não temos consciência delas. A não ser nestas situações de máxima tensão.

  • Significado alternativo– temos tendência para pegar em algumas palavras expressas pelo outro, saltando para conclusões, assumindo-se o pior. Encontra-se um significado que nos serve, mas que na verdades não é o verdadeiro significado das palavras transmitidas pelo outro.

A pessoa diz a si próprio que este significado é absoluto, e permanente. A verdade é que todos nós em determinada altura portamo-nos de forma irracional, dizemos todo o tipo de coisas que não diríamos se não tivéssemos num estado emocional alterado.

  • Diferenças entre os sexos– os homens são tão emocionais e sensíveis quanto as mulheres. A diferença está na forma como homens e mulheres se expressam, e isto é usualmente mal entendido. Apresento-vos em seguida algumas diferenças.

No entanto deverá levar em consideração duas coisas enquanto lê: 1) isto é uma generalização e nem todos as pessoas poderão encaixar-se; 2) quando me refiro às mulheres ou homens, refiro-me às qualidades e tendências femininas ou masculinas e não ao género.

  • Como mulher– as mulheres tendem a esconder os seus pensamentos. Quando estão aborrecidas ou chateadas com alguma coisa, assumem que a outra pessoa consegue ler mentes, e por isso deveria saber exactamente aquilo que estão a pensar sem que fosse necessário verbalizar.

Normalmente verbalizam algumas pequenas dicas quando estão nesse estado. Isto é extremamente ingrato e injusto para a outra pessoa, dado que até pode querer ajudar, mas não consegue perceber como, nem entender porque razão a parceira está tão zangada. Na incapacidade do parceiro não perceber as pistas ou dicas, a mulher fica ainda mais zangada e magoada.

  • Como homem– os homens tendem a ser mais verbais, pensando alto. O homem até pode internalizar alguns dos seus sentimentos, mas os seus pensamentos são exteriorizados através da palavra.

Porque os homens verbalizam os seus pensamentos, arranjam facilmente problemas com a parceira da sua vida, dado julgarem  que não vão magoar com aquilo que dizem.

A sociedade condiciona o homem a ter um ego macho-alfa, que se comporta como se fosse uma parede, defendendo a integridade e a força dos seu carácter. Esta força define os seus pensamentos, mantendo as suas emoções invulneráveis e bem guardadas.

O homem é muito mais perspicaz e sensível do que a sociedade o admite. O homem tem a capacidade para perceber quando a sua companheira está infeliz e certamente contribuir para a sua felicidade ou restabelecimento do bem-estar entre ambos. No entanto, a tendência é que a parceira não colabore, pois não transmite as suas razões de forma clara e simples.

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