Saiba a importância do companheirismo no relacionamento

Saiba a importância do companheirismo no relacionamento
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O que você entende por cumplicidade e companheirismo? Esses conceitos são bastante individuais, e cada casal tem o seu acordo em relação a eles. Enquanto, para uns, cumplicidade e companheirismo significam fazer tudo juntos, do trabalho aos momentos de lazer, para outros, no entanto, pode representar o apoio psicológico, mesmo que, nem sempre com tanta proximidade.

O fato é que, independentemente do peso que cada um dá para esses dois verdadeiros pilares de uma relação, o valor que cumplicidade e companheirisimo têm no relacionamento é incalculável, e muitas mulheres que me procuram para conversar sobre o seu relacionamento relatam um grau alto de insatisfação em relação à cumplicidade e companheirismo que recebem dos seus parceiros. E dentre esses inúmeros relatos, há um ponto de conexão entre todas as histórias: os companheiros não eram assim no início da relação, mas foram assumindo a postura de não se preocupar com essas questões ao longo do tempo.

Mas o que será que acontece e que transforma todo o carinho e atenção de outrora em negligência com a pessoa com a qual se escolheu passar a vida? Como agir quando nos vemos vivendo uma relação na qual a cumplicidade e o companheirismo não estão mais presentes nas coisas simples do dia a dia, e muito menos naqueles momentos mais críticos em que tudo o que precisamos é de um ombro amigo e apoio? É exatamente sobre essas questões que a gente vai conversar hoje, e para chegar às respostas dos tantos porquês que envolvem esses hiatos no relacionamento, vamos passar por alguns pontos importantes e que ilustram bem as fases desse distanciamento.

Como conseguir cumplicidade e companheirismo dentro da relação

  1. A mudança de comportamento do companheiro

No começo do namoro, tudo era motivo para agrados e cuidados. Ele lhe fazia surpresas, sempre estava disposto a escutar e dava conselhos que somente os melhores amigos são capazes de oferecer. E você se encantou com esse jeito atencioso e protetor, imaginou uma vida de companheirismo e cumplicidade, a mesma que vocês tinham vivido até então. Você era tão feliz e realizada que não precisava pedir mais nada, afinal de contas, tinha uma relação de troca genuína e um parceiro para quem podia confidenciar todos os seus medos e inseguranças e, da mesma forma, compartilhar as alegrias.

Até que com o passar do tempo vieram os desafios do dia a dia e o tempo – que pode ser o melhor amigo de uma relação ou pior obstáculo para ela, e as coisas começaram a ficar diferentes daquele começo entusiasmado, cheio de planos e reciprocidade, mas o que mais chamava a atenção era a diferença no comportamento do seu companheiro dentro de casa, com você, e fora, com amigos e outros familiares. Com eles, continuava a ser aquele cara alegre, companheiro e com qualidades únicas pelo qual você havia se apaixonado. Mas quando estavam só vocês, mudava da água pro vinho, até o ponto de você não reconhecer mais o homem com quem se casou.

E aí, sentiu alguma identificação, mesmo que com pequenas diferenças, com essa situação? Se sim, saiba que ela é bastante comum nos casamentos: esse relato genérico é um compilado das histórias pelas quais muitas mulheres, assim como você, passam.

O fato é que, quando escolhemos alguém para dividir nossa vida, depositamos confiança na relação e atribuímos ao nosso companheiro a responsabilidade de compreensão incondicional. Ou seja, confiamos que aquela pessoa vai estar ali para o que der e vier, independentemente da situação e de como a gente resolva lidar com ela.

Nem preciso falar que todo esse pacote de falsas certezas é perigoso para a saúde de um relacionamento, e que, muitas vezes, pode acabar em frustração e mágoas, não é mesmo?

E é exatamente dessa segurança excessiva que surge o argumento para a mudança de comportamento dentro e fora de casa. Com outras pessoas e em outros círculos de relacionamentos, essa incondicionalidade não existe, e, a todo momento, estamos em constante prova: por isso o esforço em ser agradável, atencioso e disponível para terceiros.

Mas a gente sabe, mesmo que lá no fundo, que uma relação não é feita somente de uma pessoa. Ou seja: nós, mulheres, também somos responsáveis pela insatisfação do outro. Portanto, se você está passando por essa situação e seu casamento não está mais apoiado nos alicerces do companheirismo e cumplicidade, é hora de analisar a sua postura para que a do seu parceiro também mude. E é sobre isso que vamos falar agora.

  1. Mude a estratégia de abordagem

Eu sou a primeira pessoa a defender que, quando existe algo que está incomodando, por menor que seja, é preciso colocar para fora. E isso por dois motivos: da mesma forma que nós não precisamos ficar angustiadas com aquilo que não falamos, nossos companheiros não são obrigados a adivinhar o que estamos sentindo. Portanto, se você acha que vai conseguir fazer com que o seu parceiro capte no ar tudo aquilo que você não verbaliza, pode ir tirando o seu cavalinho da chuva: por mais fantástico que isso pudesse vir ser, a cabeça dos homens ainda está longe de ser uma bola de cristal.

Mas o que fazer quando as tentativas de demonstrar o que incomoda não surtem efeito, e até pioram a falta de cumplicidade e companheirismo na relação? Assim como em qualquer outro setor da vida, no emocional, quando as coisas não vão bem, é preciso rever a estratégia. Portanto, se você tenta mostrar para o seu parceiro as suas insatisfações com brigas, cobranças e outras atitudes explosivas, que tal mudar a abordagem? Essa mudança, com certeza, vai fazer com que ele dê atenção a pontos, até então, imperceptíveis, e as chances de vocês conseguirem retomar a relação com companheirismo e cumplicidade aumentam.

  1. Qual é a sua válvula de escape?

E aqui a gente pode usar várias analogias: válvula de escape, para-raios ou saída pela tangente. O fato é que, em um relacionamento, os desafios vão se apresentar, naturalmente. Nesses casos, o ideal é que vocês encontrem uma rota de fuga para não descontar, um no outro, as insatisfações e frustrações, que, inevitavelmente, vão aparecer, mesmo que em graus mais leves.

Portanto, adote uma estratégia para si. A prática de esportes costuma ser uma boa alternativa de para-raios, e pode acreditar: muitos quilômetros corridos, aulas de boxe e pedais rodados já foram verdadeiros salvadores de casamentos.

  1. Como anda a atenção dada ao seu coração?

Apesar de check ups serem essenciais, não é desse cuidado que pergunto para as mulheres que me procuram para pedir conselhos sobre a relação, que já foi de muito companheirismo e cumplicidade, mas que, agora, vive tempos difíceis.

A atenção que damos ao nosso coração não é, e nem deve ser, somente física. É preciso saber lidar com as emoções para que ele não se endureça e petrifique, pouco a pouco, todos os sentimentos bons dedicados a alguém e à relação em si.

Portanto, mesmo em meio aos problemas do dia a dia, blinde-se do orgulho e de mágoas para conservar o que vocês têm de bom: e o melhor paliativo para um coração são os pequenos gestos do dia a dia, mas que demonstram cuidado e atenção com o outro.

  1. Seja para o outro o reflexo do que quer para si

A teoria do espelho funciona para muitas situações, e no caso de um relacionamento sem companheirismo e cumplicidade serve como uma luva. Eu sempre bato na tecla de que o casamento não é, em si, um terceiro indivíduo, criado por outros dois. Ele não é um alguém, mas o objetivo de duas partes, e, para que prospere, é preciso esforço, dedicação e, acima de tudo, empatia.

Colocar-se no lugar do outro é a chave para colher aquilo que se espera de uma relação, já que, tendo feito bons plantios, a colheita é satisfatória. Portanto, se você está passando por dificuldades no seu relacionamento, e a distância entre vocês parece não poder ser contornada, olhe para si, sua postura e atitudes e avalie se você está oferecendo ao seu parceiro o cumplicidade e companheirismo que está sentindo falta. Fazendo esse exercício, fica muito mais simples resgatar aquilo que era bom no começo e que pode, sim, estar presente no dia a dia do casal, independentemente do tempo que passe.

 

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