Será que o melhor é o divórcio?

Será que o melhor é o divórcio?
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Quando um dos parceiros ou o próprio casal decide se iniciar um processo de divórcio, a preocupação inicial normalmente gira em torno do que a justiça vem a determinar sobre suas responsabilidades ou direitos em um divórcio:

  • Quanto deverá ser pago de pensão, em dinheiro.
  • Qual a melhor maneira para resolver assuntos sobre a guarda dos filhos.
  • Quanto tempo dura realmente todo o processo de divórcio.
  • Como ficará o partilhamento dos bens materiais.
  • Quanto será gasto com custos judiciais e advocatícios, etc.

As decisões judiciais, por mais que sejam necessárias, devem ser as menores das preocupações em meio a tantas outras coisas essenciais para se saber sobre o assunto. O divórcio traz consequências bem graves. Veja algumas delas:

Ver também: Como evitar o tédio no namoro?

1 – Os filhos são, de longe, os mais propensos a serem prejudicados.

Ser filho de um casal que se divorciou, é um problema que nunca deixa de existir. Ao oposto do que dizem os defensores das famílias modernas, o divórcio faz mal às crianças e jovens, é um fato.

O homem e a mulher que passam pela bagunça de uma separação não possuem equilíbrio e disposição suficientes para dar conta do que os filhos possam estar sentindo, ainda mais quando eles tentam não demonstrar algo.

Antes de pensar em divorciar-se, um casal sério precisa pensar primeiramente no bem-estar de seus filhos. E, se os ama o quanto dizem amar, precisam criar maneiras com afinco para restaurar o amor que um dia existiu e os levaram a estarem juntos. E que, provavelmente, só se esvaiu ou acabou porque deixou de ser contemplado.

2 – Não é somente os filhos, e sim, várias gerações tendem a ser atingidas.

O índice de divórcio entre filhos de pais divorciados é preocupantemente maior do que entre filhos de pais que permanecem em seus fiéis votos de amor e fidelidade.

Nesse caso, o divórcio não é, e jamais será somente uma questão afetada entre um casal. É uma questão de família, pois poderá atingir os filhos, netos e assim sucessivamente.

3 – Não existe casamento perfeito

Uma parceiro que pede o divórcio por motivos irreais ou de natureza banal, não deve ser inocente a ponto de achar que o próximo relacionamento será algo melhor e mais perfeito. Não existem relacionamentos nenhum, de nenhuma origem, perfeitos.

Entretanto, em vez de sair por aí, procurando algo de esquina a esquina em busca do amor ideal, ela deveria dedicar-se a pessoa que tem ao lado, com quem está familiarizada, cujas manias conhece muito bem e que é o pai ou a mãe de suas crianças.

Será que vale mesmo a pena trocar algo duradouro e certo por algo temporário e duvidoso”? A vida prega muitas peças, quando menos se espera.

4 – O erro está no outro ou em você?

Uma pessoa que cria o pedido de divórcio por estar chateada com o casamento, porque, diz ela que seu parceiro só reclama, vive de cara fechada, não lhe dá carinho e afeto, é despreocupado com a aparência ou por qualquer outro motivo que seja; precisa aprender a olhar mais para dentro de si e tentar enxergar os próprios defeitos.

Muitas vezes, algumas atitudes do par são apenas o reflexo da falta de atenção, de amostras de amor, de muito tempo juntos, de indução e apoio mútuo, e de conversa. As falhas no diálogo, podem trazer consequências avassaladoras para o casamento de duas pessoas.

Sendo assim, em vez de abrir a boca para pedir o divórcio, dialogue com seu parceiro. Mostre suas preocupações, chateações e sonhos. Definam metas juntos, de mudarem naquilo que estão fazendo de forma errônea. Não desistam de um casamento sem pelo menos ver que todas as possibilidades forma esgotadas e que não há formas de consertá-lo.

5 – Colhemos o que plantamos

O parceiro (ou ambos os parceiros) que decide terminar seu casamento sem um motivo aparentemente justo, ou que iniciou uma separação por agressões, adultério, ou qualquer tipo de abuso, pagará pelas consequências dos seus erros.É fato que somos livres para decidir qualquer decisão, mas não temos como sair das suas consequências.

A partir do momento em que nossas escolhas atrapalham as pessoas ao redor, ainda mais inocentes, ou quebram promessas, como as feitas no dia do casamento, não podemos achar que tudo se ajeitará. Não, não se ajeitará! Podem dar o nome que quiserem para isso: lei da atração, lei de newton. Costumamos chamar de justiça.

Como saber se é a hora do divórcio?

Se seu casamento chegou em um momento muito ruim, antes de ir atrás de um advogado, procure resolver com sinceridade à pergunta abaixo. Ela pode te ajudar a repensar sua decisão. Mas não pense de forma superficial, medite nessa questão:

 Eu fiz tudo o que estava ao meu alcance?

Apenas fazer cobranças nas mudanças da outra pessoa, não resolve o que está gerando o problema. É preciso que você também tenha se esforçado para que sua relação fosse capaz de tentar se reorganizar. Muitas vezes, o fim da relação pode parecer uma maneira atraente para os problemas que surgem no dia-a-dia mas, talvez, não seja a melhor maneira de se arrumar as coisas que estão bagunçadas.

O divórcio vai melhorar minha vida?

Reavalie seu casamento com muita sinceridade. Faça uma lista das coisas que te irritam e, ao lado desta, uma lista com as coisas interessantes e boas que vocês já viveram e vivem juntamente.

Afronte e avalie os resultados: os pontos de origem negativa, superam os de origem positiva em número ou grau de problema? Se não, talvez valha a pena tentar esquecer os problemas e ir em busca de uma forma de melhoria no relacionamento.

Muitas pessoas se divorciam, acreditando que isso as fará mais livres e contentes mas, com o passar dos anos ou meses, acabam notando que o divórcio não solucionou todos os problemas que haviam em sua vida, como imaginava.

Apenas criou problemas novos e mais complicados de se enfrentar! Para que isso não venha a acontecer, pense bastante antes de tomar uma atitude final.

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