USAR UM AMOR PARA ESQUECER O OUTRO ISSO FUNCIONA?

USAR UM AMOR PARA ESQUECER O OUTRO ISSO FUNCIONA?
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Quem nunca sofreu por um amor? Eis uma das coisas mais comuns na vida. Quando isso acontece muitas pessoas cometem o mesmo erro: correm atrás da pessoa que desejam, fazendo com que ela se afaste ainda mais. Aí é quando pensam: se não posso tê-lo, vou procurar alguém que possa suprir a sua ausência e/ou a minha necessidade emocional.

A ideia de curar e/ou esquecer um antigo amor com um novo pode funcionar em alguns casos, dependendo do que se sentia pelo anterior. Nesses casos é muito importante ter clareza do que se sentia pelo antigo companheiro e se está realmente preparada para entrar em uma nova relação.

Para evitar encarar os próprios sentimentos e curar as feridas que a antiga relação deixou, busca-se a via de escape mais rápida e que se acredita ser a mais efetiva: encontrar um novo amor. O que pode acarretar na “troca de seis por meia dúzia” ou coisas piores. Por isso, será que é uma boa ideia usar um amor para esquecer o outro? É o que iremos descobrir aqui!

Ver também: A melhor maneira de terminar o casamento

Apego ou amor: o que movia a sua relação? 

Antes de iniciarmos é importante saber se falamos de amor ou de apego. Se for apego, logo, logo passa e é bem fácil de ser substituído, já com o amor não funciona bem assim. Quando falamos de amor, estamos nos referindo aquele sentimento que compartilhamos com alguém, que se torna cada vez mais forte e que não desaparece de uma hora para outra. Vamos falar um pouco mais sobre isso.

O apego é um sentimento de desejo que está baseado na satisfação individual, pode acontecer por um curto, médio ou longo período de tempo. Relacionamentos baseados nesse sentimento tem uma base frágil que, devido a uma série de conflitos e problemas, acaba com uma relação. O principal problema de uma relação baseada no apego é a necessidade constante de outra pessoa para que um dos dois ou até os dois se sinta realizado e feliz.

Trata-se de uma relação na qual se exige muito e se oferece pouco. Muitas vezes esse tipo de relação termina devido à frustração que o casal sente, ora por receber pouco do parceiro, ora pelo fato do outro satisfazer demais o parceiro que não se sente satisfeito. Dessa forma, o término é baseado na escassez de sentimento, no egocentrismo e na frustração pelos planos e expectativas não alcançadas por parte de ambos.

As pessoas que passam por relacionamentos assim sofrem sérias sequelas emocionais, sobretudo devido ao sentimento de mágoa que passa a acompanha-la. Movida a isso, muitas vezes recorrem ao papel de vítima para tentar recuperar o “amor” perdido com fim da relação.

Enquanto tentar reencontrar o sentimento que valorização e superioridade quanto ao outro que norteava a sua relação, a pessoa não conseguirá se desligar do passado e encontrar um amor e tudo o que isso implica.

É importante salientar que o que foi descrito acima não se caracteriza como sentimento de verdadeiro amor, apesar dos envolvidos acreditarem que se trata de um. Quando há amor de verdade, não há ressentimento, pois se deseja o melhor para a outra pessoa. Como não há dependência emocional, o que quer que o outro venha a fazer não provocará danos à base da relação.

O término do relacionamento

Quando um relacionamento termina com acusações e sentimentos ruins não se espera que coisas boas derivem de comportamentos baseados em tais sentimentos. Pois a pessoa estará à procura de alguém para dirigir o seu ressentimento e os danos causados pela perda do “amor”, com o intuito da outra pessoa salva-la.

Dessa forma, um relacionamento que inicia quando a outra pessoa ainda está presa na relação passada não tem possibilidade de sucesso. O novo companheiro irá arcar com todos os ônus do antigo: superar os traumas e as expectativas do relacionamento falido. Ademais, terá que lidar com a nova relação idealizada pela pessoa.

Essa expectativa criada para o novo relacionamento acaba criando um clima de ansiedade, medo e tensão. Não há oportunidade para a construção de algo novo, livre de quaisquer influencias de um relacionamento anterior, o que aconteceria se a pessoa tivesse terminado bem e/ou esperado para estar preparada para uma nova relação.

A nova relação inicia e é baseada pela promessa da superação de outra, haverá sempre a comparação com a anterior, não só por ela em si, como também pelas semelhanças e diferenças entre o novo companheiro e o anterior. Se ela acusou o antigo por não suprir suas necessidades emocionais, isso irá se repetir com o novo quando chegue ao término.

A cura ideal 

Para aquelas que saíram de uma relação baseada em um amor-apego o ideal não é ir à procura de um novo “amor”, mas sim aceitar que a ilusão criada no antigo relacionamento acabou. Esperar que a idealização de um amor se concretizasse apenas acarretaria danos para o casal e nenhum merece entrar em uma relação dessa forma.

Dessa forma, fica comprovado que um amor definitivamente não cura com outro. Tentar superar um relacionamento presa no passado irá trazer todos os conflitos do anterior para o atual. A frustração mútua será inevitável, pois um sempre esperará mais do que o outro tem a oferecer. Assim como aquele que saiu de uma relação não está preparado para encarar todas as fases de um relacionamento.

Quando se entra em uma relação onde há espaço para a realização de ambos, em que cada um oferece o melhor de si e recebe o mesmo do companheiro, sem nenhum tipo de cobrança, comparações, acusações e temores, há grande possibilidade do surgimento de um verdadeiro amor e da construção saudável, livre de quaisquer experiências negativas do passado.

A melhor forma de curar e/ou esquecer um amor é cuidar do seu amor próprio, se valorizar e amar você se torna uma pessoa mais atraente para você e para os demais. A confiança que emana do amor próprio é mais difícil de ser abalada pelos demais, o que ajuda você a não entrar em uma relação por mero apego e dependência das atitudes e sentimentos do outro.

 

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