Você Sabe Prevenir A Calvície Feminina?

Você Sabe Prevenir A Calvície Feminina?
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Quando o assunto é tratar a queda de cabelo, quem já não ouviu as mais diversas recomendações a respeito, desde o uso de receitas caseiras até a aquisição de determinados medicamentos?

À parte os perigos da automedicação no combate à calvície (sobre os quais já alertamos em diversas oportunidades), também é importante que as propagandas em torno de algumas práticas sejam devidamente esclarecidas pelos profissionais da Dermatologia.

Por esse motivo é que, atendendo à solicitação de inúmeros usuários da internet, hoje abordaremos a questão do óleo de coco como possível recurso preventivo ou terapêutico na excessiva queda dos fios.

Ver também: Como Fazer meu Cabelo Crescer Acelerado

Autoestima e vida social

A queda de cabelo, principalmente quando visível, mexe com a autoestima e vida social. A colunista Alice, por exemplo, se incomodava com a falha nos cabelos, apesar de localizada.

Começou a evitar lugares com muitas pessoas e usava tiaras e chapéus . “Pacientes com quadros severos e sem reversão pelos tratamentos podem se beneficiar do uso de próteses capilares ou dermopigmentação.

Grupos de autoajuda e acompanhamento psicológico são fundamentais nesses casos”, recomendou o dermatologista Júnior.

Quando a queda de cabelos da Camila evoluiu, foi um “momento bem desesperador”. Ela conta que chorou antes de dormir com medo de acordar sem nenhum fio na cabeça. Os fios realmente se foram e isso afetou sua autoestima e vida social.

Não me reconhecia nem de peruca e nem careca, e tinha horror a lenços. Ou seja, me afastei das pessoas, evitava lugares, pedi demissão do trabalho.”

Dentro de casa, com pais, irmão e marido, a situação sempre foi tranquila. “Já estava noiva quando meu cabelo caiu, me casei usando full lace (peruca), então meu marido super me apoia e ajuda em tudo”, comentou.

Aliás, a peruca full lace (de aspecto mais natural) teve papel importante para voltar a se sentir bem consigo mesma. “Minha autoestima mudou da água para o vinho. Senti-me pronta para encarar o desafio da doença, mas sem precisar abrir mão da minha vaidade e de me sentir bonita.”

Camila ensina em vídeos na internet a fazer maquiagem para olhos sem cílios, usar produtos para disfarçar falhas, amarrar lenços. “As vendas de full laces e acessórios começaram como demanda das minhas leitoras, que queriam ter o mesmo cabelo que o meu.

Em princípio, era um quebra galho, e as coisas foram dando tão certo que hoje consigo equiparar minha renda ao que o mercado paga para uma relações públicas com minha experiência.”

Prevenção

Infelizmente, não há como prevenir a doença. “As causas são desconhecidas, mas, como o estresse está associado como possível fator desencadeante, o ideal é reduzir o estresse”, recomendou a dermatologista Karla.

Embora a divulgação acerca dos efeitos do óleo do coco para o tratamento da calvície pareça recente, diversos registros na internet revelam que a pesquisa relacionada ao tema já perdura há alguns anos. E, à parte as especulações sobre os seus reais benefícios, as únicas informações que representam um consenso entre os dermatologistas especializados em patologias do couro cabeludo são as seguintes:

O óleo de coco é um produto natural que possui, sim, propriedades capazes de contribuir para a saúde dos cabelos; Vale ressaltar que o óleo de coco possui propriedades capazes de contribuir para a saúde dos cabelos desde que utilizado de maneira correta e por pessoas que não apresentem qualquer restrição ao seu uso;

Não existe, porém, qualquer comprovação científica relacionada à aplicação do óleo de coco no tratamento da calvície, de modo que a ingestão dessa substância não deve atender a essa finalidade.

Portanto, ao primeiro sinal de queda de cabelo em quantidade acima do habitual, a medida mais segura e efetiva continua sendo a intervenção do profissional da área.

Afinal, a calvície pode ser desencadeada por diversos fatores, e somente o dermatologista poderá diagnosticar corretamente quais as suas causas e prescrever o tratamento mais efetivo às especificidades de cada paciente.

Tratamentos

“Os tratamentos não acabam com a alopecia areata, eles estimulam o folículo a produzir cabelo novamente e precisam continuar até que a doença desapareça. Os tratamentos são mais eficazes em casos mais leves”, disse a médica Letícia Bertazzi, que atua na área de tricologia (especialista em cabelos) e é membro da Sociedade Brasileira do Cabelo (SBC).

Para diminuir a reação autoimune, usa-se medicamentos a base de corticosteroides ou imunossupressores. Quadros localizados podem ser tratados com medicações tópicas ou injetáveis localmente, enquanto quadros mais extensos requerem tratamentos sistêmicos com medicações orais.  Outra opção para diminuir essa reação autoimune é a fototerapia e o excimer laser”, listou o dermatologista Júnior.

“Existem casos em que a terapia multidisciplinar (psicólogo, tricologista e psiquiatra) é indicada”, comentou a médica Letícia. A duração do tratamento é variável porque a doença tem evolução imprevisível.

Camila abriu mão de injeção no couro cabeludo “porque dói demais”, mas mantém o uso de géis no couro cabeludo e vitaminas diariamente. “Como ainda não tenho filhos e pretendo engravidar em breve, não posso fazer tratamentos com medicamentos mais pesados, chamados de depósito, que ficam no organismo por meses mesmo parando de tomar”, explicou.

“Pode haver reversão total do quadro ou não, depende muito de cada caso”, informou a dermatologista Karla Assed, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da American Academy of Dermatology (AAD). “Geralmente, os casos localizados têm melhor resposta ao tratamento, mas mesmo casos mais graves e de longa duração são passíveis de recuperação”, completou o dermatologista Júnior.

Camila está em tratamento há cinco anos. Em agosto de 2013, repilou 100% dos fios do cabelo, cílios e sobrancelha, ou seja, cresceram novamente. Meses depois, caíram outra vez.

“Hoje, a sobrancelha cresceu bem e os cílios estão vindo sem o uso de medicamento neles, o que é um ótimo sinal.

Já estou com a cabeça cheia de cabelinhos superfinos e sem cor alguma, o que também é um sinal de repilação dos fios, mas ainda estou careca.

A expectativa é que os fios voltem e estabilizem, mas não existe prazo. Cada organismo reage em um determinado tempo e, sim, demora bastante o processo. Acredito na minha cura, não sei quando será, mas vai acontecer.”

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